Bolsonaro não vai, mas apoia ‘manifestação espontânea da população’ dia 26

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O presidente Jair Bolsonaro emitiu sinais ambíguos a respeito dos atos de seus apoiadores programados para várias cidades do país no próximo domingo, 26 de maio de 2019.

Nesta 3ª (21.mai), o porta-voz do Palácio do Planalto, general Otávio Rêgo Barros, disse que o presidente e seus 22 ministros não vão participar das manifestações. Alguns dos organizadores sugerem, além de apoio a Bolsonaro, medidas drásticas como fechar o Congresso e o STF.


No início da noite, às 21h41, Bolsonaro foi às redes sociais e deu uma declaração 1 pouco diferente da divulgada pelo seu porta-voz. O presidente escreveu em seu perfil no microblog Twitter o seguinte:

“Quanto aos atos do dia 26, vejo como uma manifestação espontânea da população, que de forma inédita vem sendo a voz principal para as decisões políticas que o Brasil deve tomar”.

Reprodução

Ou seja, Bolsonaro indica estar apoiando as manifestações. Sobretudo no outro tweet que postou na sequência, às 21h44, dando a entender que as instituições devem observar o que será a pauta do domingo:

“Acredito na harmonia, na sensibilidade e no patriotismo dos integrantes dos três Poderes da República para o momento que atravessa nossa Nação. Juntos, ao lado da população brasileira e de Deus, alcançaremos nossos objetivos!” .

Reprodução

Essa ambiguidade não foi apenas de Bolsonaro. Seu filho mais novo, Jair Renan, publicou em sua conta do Instagram, pelo recurso stories, a imagem de uma camiseta com a mensagem “Meu partido é o Brasil” e a indicação “Dia 26” ao lado do emoji da bandeira nacional. Também reproduziu uma publicação de outro usuário da rede social criticando o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) e a estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), que posicionaram-se contra a manifestação. O texto dá a entender que os 2 seriam falsos amigos do presidente.

O PSL dividido

As manifestações em favor do presidente da República também não são unanimidade no partido do presidente. Na última 3ª, a bancada do PSL decidiu em reunião que os filiados estão liberados para participar, mas não fechou apoio institucional.

Nos últimos dias, nomes de destaque da sigla têm se manifestado desfavoravelmente ao movimento:

  • o deputado e presidente nacional do PSL, Luciano Bivar (PE), criticou os atos: “Já ganhamos as eleições, já passou isso aí”;
  • a deputada Joice Hasselmann (SP), líder do governo no Congresso, diz que não pode comparecer, embora defenda o direito de manifestação dos participantes. Fala nos “impactos que ações de representares de um governo […] podem ter“;
  • a deputada estadual Janaina Paschoal (SP), afirma não ver sentido em uma manifestação convocada por quem está no poder. Também declara que deixará quando possível a bancada do PSL: “Amigos, vocês estão sendo cegos”.
ver Blog do Fernando Rodrigues
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