Por dentro do Apple Card: nada de pagamento sem contato, sem taxa de reposição e mais

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Dentre as novidades apresentadas pela Maçã na keynote da última semana, a mais legal (ou mais surpreendente, pelo menos) responde pelo nome de Apple Card.

O cartão de crédito da empresa já teve vários detalhes destrinchados no próprio evento, como a ausência de taxas, o programa de benefícios que efetivamente lhe devolve uma parte do dinheiro gasto nas compras feitas com ele, a operação em conjunto com a Mastercard e o banco Goldman Sachs, o elegantíssimo cartão físico feito de titânio (para locais que não aceitam o Apple Pay), e a bela interface digital do serviço (com toques de aprendizado de máquina para categorizar suas compras por categorias e dar conselhos de como pagar suas faturas de forma a não se endividar).

Outros detalhes, entretanto, ficaram de fora da apresentação — e é exatamente para isso que estamos aqui.

Recentemente, o jornalista Matthew Panzarino, do TechCrunch, publicou uma reportagem cobrindo algumas dessas informações e curiosidades ainda não comentadas sobre o Apple Card — e nós as comentaremos agora.

Um produto como outro qualquer

Primeiramente, é bom notar que o Apple Card é tratado pela Apple da mesma forma que seus demais produtos e serviços; isto é, os recursos e benefícios apresentados nessa primeira versão serão melhorados em breve, e a plataforma continuará evoluindo por meio de versões — atualmente, claro, estamos na “versão 1.0”, e o que há por vir pode tornar o cartão ainda mais atrativo.

É bom notar também que, ao menos nessa versão inicial, não há suporte para Compartilhamento Familiar ou múltiplos usuários com uma mesma conta: um ID Apple corresponde a um Apple Card, e somente isso — pessoas diferentes precisam de contas totalmente separadas.

Apesar disso, o Apple Card é bem acessível: como anunciado pela Maçã no evento, o serviço não tem taxas ou anuidade e o cartão físico é totalmente gratuito. Mais que isso, não há cobrança de tarifas de perda ou roubo — se o seu cartão for extraviado, basta bloqueá-lo rapidamente pelo app e solicitar um novo para a Apple, de forma totalmente gratuita.

Experiência à la AirPods

Para ativar um Apple Card (seja a primeira via ou uma possível reposição), não há necessidade de ligar para a Apple ou fazer qualquer tipo de operação no app: basta encostar o cartão no seu iPhone e tudo estará automaticamente ativado — inclusive com uma animaçãozinha especial, tal como já havíamos mostrado em nosso Instagram.

Pagamento sem contato? Só pelo Apple Pay!

Outra coisa importante para se ter em mente: mesmo com esse recurso de tocar no iPhone para ativar, o Apple Card físico não traz suporte a pagamentos sem contato (como os cartões mais recentes do Nubank, por exemplo) — você terá de recorrer ao método arcaico de enfiar o cartão na máquina de pagamento do estabelecimento. Faz sentido: se o lugar aceita pagamentos sem contato, é bem provável que ele aceite o Apple Pay — e, neste caso, você nem precisa do cartão, bastando usar seu iPhone ou Apple Watch para concluir a compra.

Segurança

Mais um ponto interessante: o usuário nunca terá acesso ao número “em si” do seu Apple Card — que, como todos já sabem, não virá inscrito no cartão. Apenas os últimos quatro dígitos poderão ser visualizados, e você pode obter, pelo app, números temporários (bem como códigos de segurança) para compras online, aumentando a segurança. Os números podem ser semi-permanentes para você salvá-los em serviços de assinatura, como o Netflix, mas nunca corresponderão ao número real do cartão.

Mais barato, mas nem tanto…

Falando sobre taxas de juros, a Apple se vangloria de oferecer uma das mais baixas entre todos os cartões de crédito dos Estados Unidos, mas, segundo as letrinhas do Apple Card, a taxa vai de 13,24% a 24,24% — o que não difere muito da maioria dos serviços de crédito do país. O que coloca a Maçã numa boa posição são algumas vantagens adicionais: a taxa de juros não será aumentada conforme o cliente vai atrasando o pagamento da fatura, por exemplo. Sua pontuação de crédito ainda diminuirá e você ainda terá de pagar os juros devidos, claro, mas a taxa permanece a mesma a todo momento.

Em relação a compras internacionais, não há — como já comentado pela Maçã — tarifas adicionais por esse tipo de transação. É bom notar, entretanto, que a taxa de câmbio para as compras feitas em moedas estrangeiras será determinada pela Mastercard, não pela Apple.

Facilitando a sua vida

Por fim, uma curiosidade bacana: como já se sabe, a Apple usa inteligência artificial para separar suas compras feitas pelo Apple Card por categorias (e, com isso, lhe dar uma visão geral do seu padrão de gastos e lhe ajudar a conter despesas). Essas categorias são codificadas por cores, sendo rosa para entretenimento, laranja para comida, amarelo para compras e assim por diante.

A parte legal: o Apple Card digital, que é exibido no topo do app, tem uma gradiente de cores baseada exatamente na proporção dos seus gastos, como notou o designer Maksim Petriv:

Alguém mais notou isso? Parece que o gradiente no Apple Card é ligado diretamente às categorias de compras no seu padrão de gastos.

Com isso, mesmo no ambiente digital, cada cliente tem um cartão totalmente único. Legal, não?

Interesse alto no Apple Card

Se os detalhes acima foram suficientes para ativar seu interesse no cartão de crédito da Apple, saiba que você não está na minoria: de acordo com uma pesquisa realizada pelo Business Insider, 85% dos usuários do iPhone estão interessados no Apple Card.

Na pesquisa, 42% dos entrevistados afirmaram estar “extremamente interessados” no cartão, o maior índice em todas as opções disponibilizadas. Além disso, 17% afirmaram estar “muito interessados”, 13% disseram estar “interessados” e outros 13% responderam estar “um pouco interessados”. Apenas 15% não demonstraram interesse no serviço.

O Apple Card também pode potencializar o uso do Apple Pay, especialmente pelas vantagens do programa de benefícios do cartão — como a Maçã anunciou, compras realizadas pelo Apple Pay no seu cartão terão devolução de 2% do valor gasto, enquanto compras feitas pelo cartão físico terão um cashback de 1%. Com isso, quase metade dos entrevistados respondeu que é “muito mais provável” que usem o Apple Pay com o Apple Card.

· • ·

Claro que, se você mora no Brasil ou em qualquer outro lugar que não sejam os EUA, terá de aguardar sentado: por enquanto, o Apple Card está programado para chegar apenas à terra natal da Maçã. Mas são prospectos deveras interessantes, não é verdade?

via 9to5Mac

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