Apple fecha com a Vox para seu serviço de notícias; CEO do New York Times alerta editores

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À medida que nos aproximamos do evento especial da Apple, que ocorrerá no dia 25 próximo, mais detalhes acerca das (possíveis) novidades da Maçã começam a pipocar aqui e ali. Desta vez, a Bloomberg informou que a Maçã fechou com a Vox para o seu serviço de notícias.

A Vox faz parte do grupo Vox Media, que também é responsável pelo The Verge, SBNation e Eater. Apesar disso, nenhuma dessas empresas deverão participar do serviço da Maçã inicialmente, segundo uma fonte anônima.

Atualmente, a Vox não oferece nenhuma opção de assinatura própria, mas o seu CEO1, Jim Bankoff, afirmou que esse modelo de cobrança seria adicionado ao site até o fim deste ano — o que poderá acontecer em breve, com um empurrãozinho da Apple.

A gigante de Cupertino está tentando reunir ainda mais contribuidores e editores para o seu serviço, que foi apelidado internamente como “Apple News Magazines”, segundo a Bloomberg. Entre os possível parceiros da Maçã na empreitada estão: Wall Street Journal, Cosmopolitan, WIRED, New Yorker e Men’s Health.

Sobre o possível acordo com a Vox, tanto a Apple quanto o site de notícias se recusaram a comentar, naturalmente.

CEO do New York Times alerta editores

Enquanto algumas empresas decidiram participar do serviço de notícias da Apple, outras ficaram com o pé atrás — ou melhor, os dois pés. Como divulgamos ontem, o Washington Post e o New York Times recusaram a oferta da Maçã; agora, o presidente e CEO do jornal novaiorquino, Mark Thompson, explicou para a Reuters o porquê.

Mark Thompson, presidente e CEO do New York Times | Credito: Lucas Jackson (Reuters)

Thompson contou que confiar na distribuição de terceiros pode ser perigoso para os editores, alertando-os do risco de perderem o controle sobre seu próprio produto. Ele argumentou que aceitar os termos da Apple seria passar todo o poder para a gigante de Cupertino, e que a decisão provavelmente voltaria a prejudicar os editores que se juntaram ao serviço.

O executivo comparou essa questão à mesma experiência vivenciada pelos estúdios e emissoras de televisão com a Netflix, na qual essas empresas venderam seus conteúdos para a gigante de streaming de vídeo só para descobrir que isso se tornaria um negócio unilateral algum tempo depois.

Mesmo que a Netflix lhe oferecesse bastante dinheiro… será que realmente faz sentido ajudá-la a construir uma base gigantesca de assinantes a ponto de poder gastar US$9 bilhões por ano produzindo seus próprio conteúdo e me pagar menos e menos pelo meu conteúdo?

A opinião de Thompson também parte do pressuposto que a Maçã estaria abarcando 50% do valor da assinatura, ele declarou, ainda, que essa plataforma “misturaria as empresas jornalísticas”.

Nós tendemos a ser bastante desconfiados sobre a ideia de quase habituar as pessoas a encontrar o nosso jornalismo em outro lugar. Também estamos genericamente preocupados com o fato de o nosso jornalismo ser embaralhado em uma espécie de Magimix [liquidificador] com o jornalismo de todos os outros.

A Apple deverá cobrar US$10 pelo serviço de jornais e revistas sob demanda; além disso, a empresa deverá anunciar, na próxima segunda-feira, outra novidade muito especulada: o “Apple Video” (nome fictício), seu próspero serviço de streaming de séries e filmes.

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