Paulo Preto passou todo seu patrimônio para empresa de filhas

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Jornal GGN – O engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, preso na última terça-feira (19) em São Paulo, na 60ª operação da Lava Jato, criou uma empresa que passou a ser responsável pelo seu patrimônio de imóveis e uma lancha.

Segundo informação da Folha de S.Paulo, os investigadores suspeitam que o CNPJ, chamado P3T Empreendimentos, é uma manobra para evitar o confisco de bens determinados pela Justiça.

Preto começou atuar no serviço público nos anos 1990 quando trabalhou na diretoria do Metrô e na antiga Telesp. Depois disso, ocupou o cargo de assessor especial da Presidência da República, durante os quatro anos do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.

De 2005 a 2010, foi diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A.), perpassando os governos Geraldo Alckmin (PSDB), Cláudio Lembo (DEM) e José Serra (PSDB).

No final de 2014, Paulo Preto fundou a P3T junto com Ruth Arana de Souza, de quem havia se divorciado cinco anos antes, empresa que absorveu seu patrimônio: ao menos quatro imóveis avaliados em R$ 3,4 milhões (em valor venal total, que costuma ser subestimado) e uma lancha.

Dois meses após criar a P3T, Preto e a ex-mulher fizeram um novo contrato redistribuindo o capital da empresa, o que tornou as duas filhas do casal, Priscila e Tatiana Arana Souza, sociais e detentoras, cada uma, de R$ 1,9 milhão em participações.

Os país constam no contrato como sócios detentores de uma quantia simbólica de R$ 100. Outro ponto que chama a atenção é que Preto, figura na empresa como administrador, declarando à Justiça receber R$ 2.000 mensais pelo cargo.

Um dos imóveis absorvidos pela P3T é o apartamento onde mora localizado na Vila Nova Conceição, bairro nobre de São Paulo e avaliado em R$ 5,3 milhões pelo mercado. A empresa também se tornou detentora de uma casa em Campos do Jordão, uma casa no condomínio Iporanga, em Guarujá, um dos pontos mais caros do litoral paulista, e uma lancha Volvo, com capacidade para 11 passageiros, hoje estacionada no Guarujá.

A embarcação foi batizada de “Giprita 3”. Giprita é também o nome de um hotel, em nome da ex-mulher e das filhas de Paulo Preto, e um dos pontos que foi alvo de busca e apreensão de documentos na última terça-feira. O hotel funciona em Ubatuba (SP), e foi fundado por Paulo Preto em 1990.

Outro destaque é que, entre os anos 1970 e 1980, o engenheiro trabalhou em incorporadoras e já havia adquirido outros imóveis. Ao menos cinco propriedades mais antigas, com valor venal total de cerca de R$ 4,5 milhões, também foram integralizadas pela P3T.

Os investigadores identificaram, ainda, relação entre Paulo Preto e Adir Assad, operador financeiro hoje delator da Lava Jato. Uma das firmas de fachada de Assad chegou a repassar R$ 9.880 para o hotel Giprita em 2011. A Polícia Federal mostra também que, Assad foi apresentado a dirigentes de empreiteiras por Paulo Preto.

Suspeitas de desvios em obras tucanas não serão investigadas

Apesar de estar envolvido em suspeitas de desvios em obras de São Paulo, decorrente de suas atividades quando era diretor da Dersa, a nova fase da Lava Jato investiga apenas a relação de Paulo Preto como operador da Odebrecht (ele teria ajudado a empreiteira a pagar propinas a políticos e executivos da Petrobras).

Segundo a Folha, o objetivo da Lava Jato é evitar que a investigação seja retirada do Paraná e enviada ao Supremo Tribunal Federal, caindo no colo do ministro Gilmar Mendes, pois envolveria ligação com políticos com foro privilegiado do PSDB, entre eles José Serra.

Na terça-feira, a PF também cumpriu mandado de apreensão em endereços ligados a Aloysio Nunes. Por causa disso ele pediu demissão do cargo de secretário pelo governador João Doria (PSDB), mesmo negando irregularidades.

Segundo a PF, Nunes recebeu um cartão de crédito entre o entre o Natal e Ano Novo de 2007, em um hotel em Barcelona, Espanha, quando era secretário da Casa Civil do governo de São Paulo, na gestão Serra. O cartão estava ligado a uma das contas movimentadas por Paulo Preto na Suíça.

A juíza Gabriela Hardt, substituta interina do ex-juiz Sérgio Moro, ordenou o bloqueio de R$ 100 milhões da conta de Preto, mas o Banco Central achou R$ 396,75. Os investigadores disseram, ainda, que o engenheiro estaria mantendo um “bunker” com cerca de R$ 100 milhões em espécie.

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