Uber recruta engenheiros e profissionais de TI para seu novo centro em SP

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São Paulo – A engenheira de software Aline Borges, de 26 anos, está no grupo dos 16 profissionais já selecionados pela Uber para trabalhar no Centro de Desenvolvimento Tecnológico da empresa em São Paulo, previsto para ser inaugurado neste ano.

O time de engenharia de Aline, que ainda não tem nem um mês de casa, vai aumentar gradativamente. Neste primeiro semestre, mais 35 profissionais serão contratados, segundo Nandu Ramani, diretor de engenharia da Uber. “Queremos ter certeza de que os engenheiros estejam totalmente preparados antes de nos expandirmos ainda mais”, diz.
Ao longo dos próximos quatro anos, o centro – que é o primeiro da Uber na América Latina – reunirá até 150 profissionais, incluindo engenheiros como Aline, mas também desenvolvedores e pesquisadores de software, cientistas de dados e gestores de produto, entre outros.

A missão inicial deste time de especialistas que Uber está montando será desenvolver tecnologias para a segurança para serem aplicadas em todo o mundo, como, por exemplo, sistemas distribuídos de alta escala, processamento de dados em tempo real, telemática avançada, machine learning e desenvolvimento móvel, entre outros.

Desde que o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, afirmou que a segurança é a principal prioridade, no ano passado, a empresa tem trabalhado constantemente para elevar proteção para motoristas e passageiros.

Aline vai trabalhar na parte de aplicativo mobile voltado para iPhone. “Vou ajudar a implementar mais medidas de segurança que serão usadas no mundo inteiro”, diz.

Nandu Ramani, que fica na sede da Uber, em São Francisco (EUA), veio a São Paulo especialmente para compor a equipe entrevistadores da Uber. “Como esse é o primeiro centro de tecnologia da América Latina, a presença de profissionais experientes nessa área durante o processo de recrutamento é fundamental para dar uma perspectiva concreta dos desafios que os candidatos enfrentarão se forem contratados”, diz.

Na semana passada, 37 candidatos passaram por entrevistas. Desde novembro de 2018, é o terceiro grupo. A régua do processo seletivo é alta e encontrar candidatos que vençam todas as etapas não é tarefa das mais simples. “A disponibilidade de engenheiros que façam esse trabalho é limitada. Por isso incentivamos as pessoas a se inscreverem no processo seletivo”, diz.

Como enviar o currículo

As oportunidades profissionais para engenheiros e demais profissionais estão descritas no site de carreiras da Uber, que também recebe as candidaturas.

“Estamos procurando especialmente engenheiros talentosos, desenvolvedores e pesquisadores de software, cientistas de dados, gerentes de produto e designers de UX para trabalhar com tecnologia de ponta”, diz Ramani.

Não é preciso ter formação acadêmica. Aline, é engenheira de computação, no entanto, está terminando o seu trabalho de conclusão de curso (TCC). “Eu contei isso para os recrutadores, mas eles não questionaram e isso nunca foi um impedimento”, diz.

Processo seletivo prioriza atividades práticas

“O processo em si é muito rápido, embora o tempo possa variar dependendo da disponibilidade de entrevistadores experientes para conduzir sessões ao vivo”, conta o diretor.

O objetivo da seleção é revelar as habilidades práticas dos candidatos a partir da simulação do cotidiano de trabalho. “Precisamos testar a capacidade dos candidatos em lidar com sistemas distribuídos de alta escala”, diz o diretor de tecnologia da Uber.

Após dois estágios preliminares de entrevistas por telefone, os candidatos passam por um processo de meio dia no local que inclui quatro exercícios a serem resolvidos no quadro negro na frente dos entrevistadores.

“Leva mais ou menos uma hora para cada entrevista com uns 40 minutos para a resolução de exercícios. As quatro entrevistas avaliam muitas habilidades, não só de programação”, diz.

A primeira é de algoritmos mais teórica, a segunda é prática de programação, a terceira avalia o comportamento em situações reais. A última fase é voltada para arquitetura de sistemas.

“Para mim a parte desafiadora foi a de algoritmos, porque é uma coisa que a gente vê na faculdade e não dá tanta importância. Eu passei um final de semana estudando, resolvendo exercícios na parede, treinei com meu marido – que ficava me olhando sem entender nada (risos)”, diz.

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