Queda de 15% nos iPhones, 2º maior faturamento da história da empresa… confira os destaques do 1º trimestre fiscal de 2019 da Apple

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Como esperado, a Apple divulgou ontem os resultados financeiros do seu primeiro trimestre fiscal de 2019. A receita no período foi de US$84,3 bilhões (-5% se comparado ao mesmo período de 2018), com lucro líquido de US$20 bilhões (-0,5%) e ganhos por ação diluída de US$4,18 (+7,5%, um recorde). As vendas internacionais compreenderam 62% de todo o faturamento trimestral.

Como de costume, o CEO1 Tim Cook e o CFO2 Luca Maestri realizaram uma conferência em áudio para anunciar os resultados e comentarem um pouco o desempenho da empresa no último período — e a projeção para o que ainda vem por aí. Nesse evento, seja durante as falas dos executivos ou na sessão de perguntas e respostas com analistas/jornalistas, sempre pintam informações interessantes. E nós, é claro, acompanhamos tudo de perto para trazer os destaques do último trimestre da Maçã para você.

Os destaques

Esse foi o primeiro trimestre fiscal no qual a Apple parou de informar números exatos relacionados às vendas de iPhones, iPads e Macs. O que sabemos é que a receita total do segmento iPhone caiu 15% em relação ao ano passado — ainda que, durante o ano fiscal da Apple, os trade-ins tenham dobrado em relação ao ano fiscal de 2018.

Diversos fatores explicam a queda nas vendas dos iPhones, sendo um deles o fato de clientes ficarem mais tempo com seus aparelhos atuais (seja por fatores macroeconômicos — especialmente em mercados emergentes — ou pelo fato de ganharem uma sobrevida ao trocar a bateria do iPhone), como informou Cook.

Se colocarmos no mesmo bolo todos os produtos e serviços ofertados pela empresa, contudo, a receita subiu 19%. Uma coisa que a Apple não fazia mas passou a fazer, porém, foi detalhar a sua margem de lucro, informando que para produtos ela ficou em 33,4% e que, para serviços, em 62,8% — como a representação de produtos ainda é bem maior que a de serviços, a margem total da empresa para o trimestre fiscal ficou em 38%.

Apple Music no Apple Watch Series 4

Falando especificamente do segmento “Serviços” (uma das apostas da Apple no longo prazo), ele atingiu um novo recorde histórico de US$10,9 bilhões em receita, 19% a mais que no primeiro trimestre fiscal de 2018.

São hoje 360 milhões de clientes pagando/assinando o iCloud (mais espaço na nuvem) e/ou o Apple Music — 120 milhões a mais em um ano. Por conta desse crescimento, a Apple continua confiante na meta de dobrar os números de 2016 até 2020 — até lá, a Maçã espera ter mais de 500 milhões de usuários pagantes.

O negocio Serviços da Apple gerou US$39,6 bilhões nos últimos quatro trimestres [fiscais] https://qz.com/1536922

Isso é mais que:

  • Oracle
  • AmEx
  • Coca-Cola
  • Nike
  • 3M
  • Philip Morris
  • Kraft Heinz
  • Macy’s
  • Fox
  • Time Warner

(e quase a mesma coisa que o Facebook) http://fortune.com/fortune500/list/

Destrinchando a Apple por região, a China caiu 26,7% em relação a 2018; na Europa, o recuo foi de 3,3%; no Japão, de 4,5%; nos EUA, porém, a empresa cresceu 5%. Mesmo com as dificuldades na China, os segmentos “Vestíveis, Casa e Acessórios” e “Serviços” continuaram bem fortes por lá; globalmente, a receita de “Vestíveis, Casa e Acessórios” cresceu incríveis 33% (está se aproximando de tamanho de uma empresa listada no ranking Fortune 200) — isolando apenas os vestíveis, o crescimento foi de 50%! Enquanto isso, Macs cresceram 9% e iPads, 17%. Segundo Cook, mais de dois terços dos clientes chineses que compraram um iPad ou um Mac são novos nas plataformas.

Por sua vez, Maestri deixou claro que o problema envolvendo a aprovação de novos jogos na App Store chinesa (que já se estende por um longo período) está claramente afetando os negócios no país.

Os iPads cresceram dois dígitos em quatro dos cinco segmentos geográficos onde a empresa atua e o índice de satisfação do tablet chegou a 94% (se analisarmos apenas o índice para os iPads Pro, ele fica em 100%).

A verdade é que o ecossistema da Apple está bastante forte. Para termos uma ideia, hoje existem 1,4 bilhão de dispositivos conectados com o logo da Maçã espalhados pelo mundo (desses, 900 milhões são iPhones — número também nunca antes divulgado). A empresa informou ainda que comentará, periodicamente, a sua base instalada nesses eventos financeiros e que a base instalada do Mac bateu um novo recorde.

Por conta desse aumento na base instalada — e da própria expansão dos serviços em si —, o Apple Pay foi responsável por 1,8 bilhão de transações no período — o banco alemão Deutschebank informou que realizou mais ativações do Apple Pay em uma semana do que qualquer serviço para Android em um ano; já o Apple Music atingiu a marca de 50 milhões de assinantes pagos; o Apple News, por sua vez, está agora com 85 milhões de usuários ativos mensais (um recorde) e chegará ao Canadá em breve (se juntando à Austrália, aos Estados Unidos e ao Reino Unido).

Perguntas e respostas

No fim da conferência, os executivos da Apple abrem espaço para perguntas de analistas/jornalistas e, respondendo a um questionamento de Steve Milunovich (da Wolfe Research), Maestri informou que o iPhone XR continua sendo o modelo mais vendido atualmente, seguido pelo XS Max e pelo XS.

Já Shannon Cross (da Cross Research) perguntou sobre as oportunidades no segmento de vídeo e Cook tratou de colocar as cartas na mesa. Para o executivo, o comportamento do público está mudando bastante, como por exemplo o desmembramento de pacotes de TV a cabo que já tem sido discutido há alguns anos. A Apple quer participar disso, de várias maneiras (seja com a Apple TV, seja com o AirPlay 2 chegando a diversas TVs de fabricantes alheias), a fim de melhorar a experiência na sala de estar.

É claro que as assinaturas de vídeo de terceiros disponíveis atualmente na loja têm um papel fundamental nessa história, mas Cook deixou claro que a empresa está apostando forte em seu próprio conteúdo original (assinando uma parceria de vários anos com a Oprah, por exemplo). Cook disse que ainda não é o momento de falar sobre o assunto, mas que a Apple está trabalhando muito nisso e que teremos novidades em breve.

O trimestre fiscal em gráficos

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O futuro

Olhando à frente para o segundo trimestre fiscal de 2019, a Apple prevê uma receita de US$55-59 bilhões, margem bruta entre 37% e 38%, gastos operacionais entre US$8,5 e US$8,6 bilhões, outras receitas/(despesas) de US$300 milhões e uma taxa de impostos de aproximadamente 17%.

via MacRumors, AppleInsider, MacStories

ver Mac Magazine
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