Em Pacaraima, ministro alerta para risco de casos de difteria e DSTs

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BOA VISTA - Em visita a Pacaraima, cidade de Roraima na fronteira com a Venezuela, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que há risco de proliferação de casos de difteria na região e também demonstrou preocupação com Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

"Temos informações da vinda de muitos casos de difteria, uma doença de uma letalidade muito grande que não temos no Brasil. Por isso estamos reforçando um bloqueio aqui (em Pacaraima) e alertando os pais para que atualizem a carteira de vacinação", disse Mandetta, que integrou uma comitiva de ministros para acompanhar o acolhimento de refugiados venezuelanos.

Para Mandetta, é preciso aumentar o número de pessoas vacinadas em todas as cidades do Brasil para impedir o surto de outras doenças. "O que ocorreu foi que, com a entrada de venezuelanos e o nível baixo de vacina, houve uma epidemia de sarampo aqui e nas regiões mais próximas, em Manaus e Belém", afirmou.

Mandetta disse que não há previsão de exigência de vacina aos imigrantes, por entender que não se pode obrigar as pessoas a se imunizarem contra sua vontade, mas destacou que casos de pessoas que recusam a imunização são esporádicos. "Se nós tivermos a nossa população consciente, mesmo que um caso esporádico (de difteria) entre, podemos fazer um isolamento e impedir aqueles surtos."

O ministro disse que foi verificado aumento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como aids e sífilis, o que determinou o foco de atendimento para combater a proliferação das enfermidades, além de fortalecer a assistência de saúde para mulheres grávidas. "Temos um problema de pré-natal na Venezuela que praticamente não está ocorrendo, as mães chegam com crianças com má-formação, então, temos outras situações de risco que estamos analisando."

Nesta quinta, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, informou que as atividades de acolhimento de refugiados venezuelanos serão prorrogadas por mais um ano. Sobre recursos para a Operação Acolhida, o ministro afirmou que o governo federal tem um prazo até o final de março para anunciar o montante final.

ver Estadão