Após queixa de Damares, Funai vai procurar sede com aluguel mais barato

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BRASÍLIA - A Fundação Nacional do Índio (Funai) vai ter de trocar o endereço de sua sede, em Brasília. Instalada em um prédio moderno, localizado em uma área nobre da capital federal, a fundação terá de achar um endereço mais barato. Hoje, são gastos cerca de R$ 1 milhão por mês, entre aluguel e condomínio.

A mudança para o Edifício Cidade Corporate, localizado em frente ao Parque da Cidade, no setor comercial Sul, foi feita em outubro de 2017, período em que Franklimberg de Freitas era presidente da Funai. Ele deixou o posto em abril de 2018. Agora, retorna ao cargo pelas mãos da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

Em vídeo divulgado nesta quinta-feira, 17, pelo Estado, Damares criticou a situação de penúria que atravessam várias unidades da Funai em todo o País, enquanto se gasta muito dinheiro com um prédio de luxo em Brasília. "Acha justo, aqui na sede, um prédio lindo, chique, e lá na ponta não ter um ventilador para o servidor? Eu vi sede da Funai em casinha, caindo. Tem um lugar que me disseram, cacique, que o servidor atende dentro de um carro. E aqui gastando R$ 1 milhão?", declarou.

Questionado sobre o assunto, Franklimberg de Freitas disse que a sede vai mudar de endereço. "Vamos mudar, com certeza. Temos uma proposta de ir para um local mais barato. Isso está em estudo", comentou. Segundo o presidente da Funai, a escolha pela atual sede não foi sua, mas iniciada pela gestão anterior e decidida pela diretoria colegiada da época. "Eu peguei a mudança, mas ela começou na outra gestão", disse.

O fato é que Franklimberg era diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável do órgão desde janeiro de 2017, ou seja, fazia parte da diretoria colegiada da Funai. A nova troca de endereço da Funai, diz ele, teria de ocorrer não apenas por causa do preço do aluguel, considerado alto, mas porque a Controladoria-Geral da União (CGU) comprou a parte do prédio que hoje é ocupada pela fundação. A Funai mantém cerca de 800 servidores em sua sede.

ver Estadão