Apple é investigada por suposta fraude fiscal após revisão financeira

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Como era de se esperar, a carta de Tim Cook para investidores da Apple sobre a revisão (negativa) dos resultados financeiros desse trimestre já causou desdobramentos negativos para a companhia, e incluí, agora, uma investigação sobre uma possível fraude fiscal acerca de “comentários enganosos sobre o desempenho da empresa na China”.

A delação e investigação é feita pela Bernstein Liebhard LLP, um escritório de advocacia de direitos de investidores “aclamado nacionalmente” nos Estados Unidos. A firma alega que a Apple e/ou seus executivos podem ter emitido informações de negócios improcedentes para o público investidor, como divulgou o MarketWatch.

Para entender a origem da denúncia sobre tais comentários enganosos, é necessário voltar alguns meses, mais especificamente a novembro passado, quando a Apple divulgou seus resultados do quarto trimestre fiscal. Nessa ocasião, o CEO da Maçã classificou os negócios com a China como “muito fortes”.

Nossos negócios na China foram muito fortes no último trimestre. Nós crescemos 16%, com o que estamos muito felizes. O iPhone, em particular, foi muito forte, com um crescimento de dois dígitos.

Na carta divulgada ontem, no entanto, Cook apontou alguns fatores que podem ser responsáveis pela queda nas vendas do iPhone, incluindo “as tensões comerciais” entre os EUA e a China, e a “desaceleração econômica não prevista” no país do Oriente.

Embora tenhamos antecipado alguns desafios nos principais mercados emergentes, não previmos a magnitude da desaceleração econômica, particularmente na Grande China. De fato, a maior parte do déficit de receita da nossa previsão, e mais de 100% de nosso declínio de receita mundial ano após ano, ocorreu na Grande China pelo iPhone, Mac e iPad.

O resultado da discrepância entre essas declarações, conforme observado pela Bernstein Liebhard, foi a queda do valor das ações da Maçã (que chegaram a cair 7,5% após o fechamento dos pregões da NASDAQ, ontem), o que prejudicou investidores.

Apesar disso, como a firma pretende correlacionar exatamente as duas afirmações, tomadas em períodos de tempo diferentes e pertencentes a trimestres fiscais distintos, ainda não está claro — e isso será trabalho, naturalmente, para os advogados da empresa.

via 9to5Mac

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