União leiloa R$ 13,2 bilhões em linhas de transmissão nesta 5ª feira

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A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) promove nesta 5ª feira (20.dez.2018) o 2º leilão de linhas de transmissão de energia de 2018. Os lotes oferecidos envolvem investimentos de R$ 13,2 bilhões.

O leilão será realizado na sede da B3, em São Paulo, a partir das 9h. Os diretores da agência reguladora e o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, acompanharão as ofertas.


As empresas vencedoras no leilão desta 5ª serão responsáveis por construir, montar, operar e manter as instalações de 7.152 quilômetros de linhas de transmissão e subestações.

A infraestrutura, responsável por conduzir a energia até as distribuidoras, terá capacidade de transformar 14.819 mega-volt-amperes (MVA), em 16 Estados brasileiros.

O governo estima que os empreendimentos vão gerar 28 mil empregos diretos. As instalações de transmissão deverão entrar em operação comercial no prazo de 48 a 60 meses a partir da assinatura dos respectivos contratos de concessão, prevista para 22 de março de 2019.

Eis 1 resumo dos empreendimentos que serão ofertados:

Entre os ativos em oferta, estão as linhas de transmissão no Rio Grande do Sul que foram arrematadas pela Eletrosul em 2014. Em setembro, a Aneel cassou as concessões após a Shanghai Eletric desistir de uma parceria com a empresa brasileira, que não teve condições de concluir as obras.

Grande disputa pelos lotes

A expectativa de Thais Prandini, diretora executiva da Thymos Energia, consultoria especializada no setor elétrico, é que o leilão atraia grande concorrência, como os realizados no ano passado.

O 1º leilão de linhas de transmissão de energia de 2018, realizado em junho, terminou com deságio médio de 55,26%, o maior em 20 anos. O resultado representa economia de cerca de R$ 14,1 bilhões aos consumidores ao longo dos 30 anos de vigência dos contratos.

“Nos últimos 3 anos ficamos em baixa em empreendimentos de geração, pois se tornaram menos necessários. A transmissão sempre é necessária, até para melhorar a rede. Além disso, há menos incertezas regulatórias, de mercado e mais segurança da receita anual”, disse Prandini.

Pelo modelo do leilão, arremata o empreendimento a empresa ou consórcio que ofertar a menor RAP (receita anual permitida) em relação ao teto estipulado pelo governo. O valor definido no leilão será a quantia que a empresa receberá pela prestação do serviço aos usuários.

Apesar de o desconto refletir diretamente no bolso dos consumidores, pois a remuneração dos consórcios entra no cálculo das contas de luz, Prandini diz ser necessário 1 limite nas propostas das empresas.

“Vamos ter deságios grandes, mas é importante manter 1 valor que seja sustentável para o sistema. Isso evita riscos de execução do projeto. O custo é maior quando a empresa não consegue completar a obra”, afirmou Prandini.

ver Blog do Fernando Rodrigues
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