CEOs mulheres ainda são mais propensas à demissão

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Estimativas anteriores sugeriam que as mulheres ganham cerca de US$ 0,80 para cada US$ 1 que os homens ganham, mas um novo relatório aponta que elas podem ganhar, na verdade, apenas US$ 0,49

Apesar de todas as conquistas que as mulheres obtiveram no mundo dos negócios nas últimas décadas, alguns espectros do passado ainda persistem, como apontado por estudos recentes. Um deles é a diferença salarial, que pode ser maior do que se imagina. Outro é o fato de que CEOs mulheres parecem ser demitidas a uma taxa muito maior do que os do sexo masculino, segundo um novo estudo do Journal of Management. Além disso, há algumas diferenças estranhas no cenário financeiro quando CEOs do sexo feminino e masculino são demitidos, o que exigirá um pouco mais de atenção em futuras pesquisas.

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Em primeiro lugar, um novo relatório do Institute for Women’s Policy Research apontou que a diferença salarial não está diminuindo tão rápido como deveria. Estimativas anteriores sugeriam que as mulheres ganham cerca de US$ 0,80 para cada US$ 1 que os homens ganham, mas um novo relatório aponta que elas podem ganhar, na verdade, apenas US$ 0,49. As mulheres também sofreram mais dramaticamente as consequências financeiras: em um período de 30 anos iniciado em 1968, cada ano de folga significava uma redução média salarial de 12%, enquanto entre 2001 e 2015 esse índice foi de 39%.

O segundo estudo é revelador por diferentes razões. Pesquisadores da Universidades do Alabama, Memphis, Missouri e da Clemson University analisaram dados de empresas de capital aberto entre 2000 e 2014 – incluindo informação de press releases e bancos de dados como ExecuComp e BoardEx. Eles distinguiram entre CEOs que saíram voluntariamente e aqueles que foram demitidos, gênero e o que estava acontecendo na empresa naquela época.

Os pesquisadores descobriram que, em geral, CEOs mulheres eram 45% mais propensas a serem demitidas do que seus colegas do sexo masculino. O que também implica que melhorias no desempenho – que tinham um efeito de proteção para os homens – não faziam diferença para elas.

“Demitir um CEO é algo geralmente encarado como uma evidência de uma boa administração corporativa, já que sugere que o conselho está levando seu papel de supervisão a sério. No entanto, nossa pesquisa revela que há preconceitos invisíveis – porém sérios – de gênero na maneira como essa avaliação é feita e, consequentemente, na decisão de manter ou demitir determinados CEOs”, diz Sandra Mortal, autora do estudo.

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Sandra e seus colegas também descobriram que durante os bons períodos financeiros das empresas, os homens ficam protegidos de demissões, mas as mulheres não – elas estavam tão sujeitas a isso quanto nos períodos ruins. Este pode ser um indicativo de que o desempenho forte de uma empresa é mais atribuído à performance de um CEO homem ou ao seu valor intrínseco do que aos das mulheres.

“Os resultados do relatório são direcionados à pressão extra e ao escrutínio dirigido às mulheres em cargos de liderança sênior em relação a seus colegas homens”, disse o autor do estudo Vishal K. Gupta. “Isso é problemático, já que as mulheres enfrentam maiores obstáculos e barreiras para passar pelo teto de vidro que as impede de crescer no mundo corporativo. Ainda assim, elas continuam a passar por diversos desafios, mesmo depois de alcançar o topo da hierarquia.”

Outros trabalhos serão necessários para compreender, de fato, as nuances das demissões de CEOs. Mas ambos os estudos oferecem visões interessantes e, talvez, até alertas tanto sobre as diferenças entre os gêneros que ainda existem depois de muitos anos, quanto sobre os desenvolvimentos mais recentes, à medida que as mulheres alcançaram um status cada vez maior no mundo dos negócios.

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