Review vintage: Novo Playstation Classic é nostálgico e imperdível

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Na ausência nasce as oportunidades. Sem a competição de Nintendo 64, a Sony fez disso uma escolha consciente: entrega, no mês do Natal, um item que pode se tornar o seu presente favorito do Papai Noel: Uma repaginação mini do Playstation Classic. Sim, aquele Playstation. E não tem espaço para firulas. O aparelho entrega a rigidez das antigas e, por que, não, uma dose extra de boas memórias? E ah, olhos marejados é apenas um efeito colateral.

Tudo possui uma configuração bem simples e despretensiosa. De fato, em muitos aspectos, o dispositivo da Sony é, na verdade, menos robusta do que as ofertas da Nintendo nesta linha. Mas o hardware e a funcionalidade não são os mais interessantes sobre o PlayStation Classic.

Enquanto os mini consoles anteriores se concentravam nos mundos pixelizados de Mario e Mega Man, o Playstation explora tempos diferentes. É um vislumbre dos primeiros dias do 3D, quando os desenvolvedores ainda estavam tentando descobrir exatamente como seriam esses espaços tridimensionais e como os navegaríamos. É um convite para se explorar o início de tudo o que temos hoje.

À primeira vista, a lista de jogos disponíveis no PlayStation Classic tem algumas omissões notáveis. Não há, para desespero de quem vos escreve, clássicos imortais como Gran Turismo, Parappa the Rapper ou Crash Bandicoot. É um pouco estranho não ter esses jogos icônicos à disposição.

Mas, como um todo, o PlayStation Classic é uma visão fascinante e refrescante em um momento muito específico e importante, oferecendo não apenas algumas das melhores tentativas iniciais em 3D, mas também algumas das mais difíceis.

O dispositivo

O console, na realidade, é, como você imaginaria, incrivelmente pequeno. A Sony diz que é 45% menor que o console original e é mais leve que o smartphone no seu bolso. Esteticamente, ele se parece com o original, apenas em menor escala. É o mesmo tom retrô de cinza com os mesmos botões. Nem tudo é funcional, é claro: a bandeja de disco não abre e o botão de redefinição agora serve como o botão de início do console.

Quando você o liga, há a conhecida tela de inicialização do PlayStation e, em seguida, você recebe todos os 20 jogos, acessíveis por meio de uma lista em carrossel. Eles estão listados em ordem alfabética e não há como classificá-los ou filtrá-los.

O menu do PlayStation Classic é tão básico quanto poderia ser. Tudo o que você pode fazer é olhar através dos jogos e acessar seus vários arquivos salvos. Existe uma opção de suspensão – você pode sair de um jogo e voltar a ele sem salvar – mas sem outras adições, como o bem-vindo recurso de retrocesso do SNES Classic ou a capacidade de ajustar os recursos visuais com filtros.

O PlayStation Classic não é apenas incrivelmente simples, mas também recria os dois maiores problemas com a linha de mini console da Nintendo. Por um lado, os dois controles agrupados estão unidos, com um cabo de 59,1 polegadas conectando-os ao console. É de uma duração decente, mas não substitui uma opção sem fio. Ainda pior, porém, é que não há botão home ou qualquer forma de sair de um jogo do controlador.

Toda vez que você quiser trocar de jogo, você precisa se levantar e fisicamente pressionar o botão de reset no PlayStation Classic. É um recurso desnecessariamente frustrante, especialmente porque foi provavelmente o maior problema com o NES e o SNES Classics. Se a Sony vai copiar a ideia da Nintendo, o mínimo que pode fazer é consertar alguns dos problemas.

Além dos dois controles e do console, as únicas outras coisas na caixa são um cabo HDMI e um cabo USB para alimentação. (Embora, curiosamente, não exista nenhum adaptador USB incluído. Você precisará contar com o seu próprio.)

A parte mais importante do pacote são os controles. Para a novidade, a Sony decidiu usar o gamepad original, e não o DualShock, que foi lançado mais tarde. Isso significa que não há barras duplas ou tampouco vibração. Isso também é um indicativo que jogar o Classic nada mais é que uma viagem chocante no tempo.

Os jogos

Como uma rápida atualização, aqui estão todos os jogos que estão disponíveis no PlayStation Classic, que abrangem cerca de meia década de história do videogame:

  • Battle Arena Toshinden
  • Cool Boarders 2
  • Destruction Derby
  • Final Fantasy VII
  • Grand Theft Auto
  • Intelligent Qube
  • Jumping Flash
  • Metal Gear Solid
  • Mr Driller
  • Oddworld: Abe’s Oddysee
  • Rayman
  • Resident Evil Director’s Cut
  • Revelations: Persona
  • Ridge Racer Type 4
  • Super Puzzle Fighter II Turbo
  • Syphon Filter
  • Tekken 3
  • Tom Clancy’s Rainbow Six
  • Twisted Metal
  • Wild Arms

Tal como acontece com os mini consoles da Nintendo, essa lista permanecerá inalterada. Além da opção de hackear, não há como adicionar novos títulos ao PlayStation Classic. Não é possível se conectar à internet. A boa notícia é que isso significa que você nunca precisa se preocupar com uma atualização do sistema quando realmente deseja jogar.

Há alguns blockbusters genuínos nessa lista, incluindo Metal Gear Solid, Resident Evil e Final Fantasy VII. Mas o que eu encontrei enquanto passei bastante tempo com a coleção é que mesmo muitos das opções menos glamurosas oferecem algo de interessante.

Eles não se sustentam em 2018, claro, mas muitos desses jogos são excelentes vitrines para um meio que estava passando por um período de mudanças significativas.

Um bom exemplo disso é o Syphon Filter. Desenvolvido pelo agora extinto 989 Studios, o Syphon Filter não é exatamente lembrado com carinho. É um jogo de ação clichê em que, apesar de jogar várias entradas na série, não consigo lembrar o nome de um único personagem. Mas também é um modelo para esses tipos de jogos.

Muitas das coisas que tomamos como garantidas hoje são coisas que foram pioneiras em jogos como Syphon Filter. Algumas delas parecem agora insignificantes, como a maneira pela qual o herói esmagará dramaticamente uma porta de vidro se você correr diretamente para uma delas.

Outros são mais importantes, como a forma como o personagem principal apontará sua arma para qualquer inimigo que esteja sendo alvo, uma maneira natural de mostrar quem ou o que você está mirando.

O Syphon Filter continua divertido em 2018? Talvez não. Mas como um instantâneo dos primeiros jogos de ação em 3D, Syphon Filter é uma escolha fantástica. O mesmo vale para vários outros títulos. O Intelligent Qube é um jogo de quebra-cabeça bastante simples que é intensificado por ângulos de câmera e música dramáticas que criam uma sensação de tensão que não era possível com a tecnologia anterior.

Já o Jumping Flash parece uma bagunça hoje, mas seu mundo vibrante é um ótimo exemplo de como os designers lutaram para traduzir o jogo de plataformas para espaços tridimensionais.

No geral, foi um momento muito estranho para os jogos. Isso é verdade até para os grandes nomes. Depois de anos a fio ouvindo atores profissionais se arriscarem em dublagens elaboradas, voltar para a entrega estridente de Resident Evil é chocante.

Enquanto isso, Final Fantasy VII, indiscutivelmente o maior jogo do PlayStation Classic, foi e continua sendo um estranho híbrido de visuais em CG e design clássico. Era até mesmo confuso visualmente: às vezes, os personagens apareciam adequadamente proporcionados; outras vezes, eram atarracados e deformados.

O mesmo pode-se dizer de seu plot, já que incia-se como uma história corajosa do cyberpunk antes de se tornar uma aventura de fantasia mais típica. Não que clássicos não sejam intocáveis. Mas agora, comparações são inevitáveis. Mas é sempre bom lembrar daqueles que pavimentaram o caminho para a sofisticação afiada dos jogos contemporâneos.

Claro, essa estranheza é parte do apelo. Eles não fazem mais blockbusters tão estranhos. Os videogames AAA de hoje são polidos à perfeição, e suas bordas ásperas são suavizadas.

Isso não quer dizer que os jogos no PlayStation Classic não sejam mais divertidos. Tekken 3 detaca-se com seus controles intuitivos e câmera chocantemente competente. Ele, junto com Ridge Racer Type 4, são motivos perfeitos para levar seu novo console para a casa de um amigo.

Mas, verdade seja dita, por mais divertida que seja a coleção de 20 jogos disponíveis, os clássicos fazem muita falta. Especialmente porque alguns desses títulos, inclusive, foram desenvolvidos pela própria Sony, o que torna a escolha de ignorá-los ainda mais absurda.

Outro ponto positivo seria de catálogos completos, como no caso do Resident Evil. Promoveria uma experiência única ao reviver todo o caminho feito pela empresa para chegar à franquia atual. E também um presente pra lá de especial para os fãs da série.

É importante notar também que um punhado de títulos no PlayStation Classic são as versões européias, que rodam em 50Hz um pouco mais lentos (comparado a 60Hz para a América do Norte). Não é algo que incomoda ao jogar, mas chama atenção.

Playstation Classic: O Veredito

Hpa muito que poderia ser feito de maneira diferente com o novo e pequeno Playstation Classic. Escolhas que não se sustentam, como a falta de controled sem fio ou um botão home são desconcertantes, e há uma lista de outros jogos clássicos que deveriam ter sido incluídos (este, especialmente, é imperdoável).

Enquanto isso, o fato de não existirem opções como como retrocesso ou opções de personalização visual, fazem com que o PlayStation Classic pareça um produto de esforço mínimo da Sony.

Mas quando você realmente se senta e dá uma chance ao video game, o que acontece, na verdade, é uma representação adequada de tudo o que foi os anos 90, e um pouquinho do inicio dos anos 2000. Não, o PlayStation Classic não tem todos os seus jogos de PlayStation clássicos favoritos, e há uma boa chance de você não jogar o Destruction Derby.

Mas o que você está recebendo em troca, além de uma explosão de nostalgia, é um vislumbre refrescante e honesto do que foram os primeiros dias do PlayStation.

Nem sempre foi bonito, e foi, verdade seja dita, frequentemente confuso e estranho, mas também foi incrivelmente excitante. E agora, esse sentimento é capturado em uma minúscula caixa cinza.

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