Judith Butler: “Matar é o ápice da desigualdade social”

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Judith Butler (Cleveland, 1956) não é só uma das filósofas mais influentes nos estudos de gênero, mas também, talvez a contragosto, uma ativista. É profundamente acadêmica em seu discurso, mas não precisa de megafones para espalhar sua mensagem, porque mede cada palavra e assim consegue incendiar os corações. “Aceitamos que todos aqueles que são privados da vida através da violência sofrem uma injustiça radical”, explica, falando a respeito de sua nova teoria sobre a não violência, ainda em desenvolvimento. “Será possível que algumas vidas sejam consideradas merecedoras de luto, e outras não?”, continua. Sua reflexão ganha especial relevância num país como o México, onde casos como o de Ayotzinapa, as dezenas de milhares de desaparecimentos forçados e as valas comuns clandestinas revelam-se como terríveis comprovações da sua análise, onde nem as vítimas nem seus próximos ainda podem estar em paz. “Matar é o ápice da desigualdade social”, sentencia com frieza em Guadalajara (México), onde proferiu uma conferência que foi parte da Feira Internacional do Livro.

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