Depoimento de Lula sobre sítio de Atibaia dura quase 3h

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O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva prestou depoimento nesta 4ª feira (14.nov.2018) à juíza Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro na 13ª Vara Federal em Curitiba. O petista falou sobre o caso do sítio de Atibaia. Com 1 intervalo curto, o depoimento teve início por volta das 15h e foi encerrado perto das 17h50.



O ex-presidente deixou o local cerca de 10 minutos após o fim do interrogatório. Esta foi a 1ª vez que o petista saiu da superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba, desde sua prisão em 7 de abril deste ano.

Lula cumpre pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Este foi o 3º depoimento dele à Lava Jato.

OUTROS DEPOIMENTOS

Além de Lula, Gabriela Hardt interrogou no mesmo caso:

  • 8 de novembro: Marcelo Odebrecht, empresário do grupo Odebrecht; Alexandrino Alencar, ex-executivo da Odebrecht; Emílio Odebrecht, empresário e ex-presidente do grupo Odebrecht;
  • 9 de novembro: Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS; Paulo Gordilho, então diretor da OAS Empreendimentos; Agenor Medeiros, ex-executivo da OAS;
  • 12 de novembro: Fernando Bittar, 1 dos donos do sítio; Rogério Pimentel, ex-assessor da presidência da República no governo Lula; Roberto Teixeira, advogado e amigo do ex-presidente;

Nos depoimentos, os Odebrechts e Alexandrino reafirmaram o que disseram em acordo de delação premiada: a obra no sítio foi uma espécie de retribuição por favores prestados ao grupo pelo então presidente Lula. Marcelo Odebrecht falou sobre detalhes do pagamento e sigilo das obras. Alexandrino disse que as obras no sítio foram feitas a pedido da ex-primeira dama Marisa Letícia. Já Emílio Odebrecht disse que não podia negar a reforma à Lula pelos anos de amizade.

O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro disse que Lula pediu a reforma do sítio e não tinha preocupação em saber dos valores empenhados nas obras. Segundo ele, estima-se que a empreiteira tenha desembolsado de R$ 350 mil a R$ 450 mil nas obras.

O empresário Fernando Bittar, 1 dos donos do sítio em Atibaia (SP), disse que acreditava que as reformas feitas na propriedade estavam sendo pagas pelo ex-presidente Lula e sua família.

O CASO

No caso, o ex-presidente Lula é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por meio de obras sítio de Atibaia feitas pela OAS, Odebrecht e José Carlos Bumlai. O custo seria de R$ 1,2 milhão.

O imóvel está em nome de amigos da família de Lula. O ex-presidente nega ser dono da propriedade ou ter recebido vantagens indevidas.

A acusação é baseada na delação premiada do engenheiro Emyr Diniz Costa Júnior que disse ter recebido R$ 700 mil para a compra de materiais e serviços relacionados à obra.

Além da delação, Costa Júnior entregou em novembro de 2017 ao juiz Sérgio Moro uma planilha constando o valor. Segundo o engenheiro, o pagamento teria saído do departamento de propinas da empreiteira, intitulado Setor de Operações Estruturadas.

Investigações da PF apontam que as obras no sítio começaram quando Lula ainda era presidente. O sítio passou por 3 reformas. Uma sob comando do do Grupo Schain, de José Carlos Bumlai, no valor de R$ 150 mil, outra da Odebrecht, de R$ 700 mil e uma terceira reforma na cozinha, pela OAS, de R$ 170 mil, em 1 total de R$ 1,02 milhão.

Além de Lula, Marcelo Odebrecht, Emílio Odebrecht, Alexandrino, José Carlos Bumlai e mais 8 investigados são réus nesta ação penal.

*Este post está em atualização.

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