PSB vai ser oposição a Bolsonaro, mas sem inviabilizar projetos do governo

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A Executiva Nacional do PSB decidiu, nesta 2ª feira (5.nov.2018), que vai fazer oposição ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), sem inviabilizar projetos governistas que considerem de interesse nacional.


“Exercer uma resistência sem tréguas, mas em uma perspectiva que busca o bem comum”, conta em trecho do documento. Leia a íntegra.

O presidente do partido, Carlos Siqueira, declarou que Bolsonaro pensa de modo oposto ao da legenda, colocada no papel de oposição por escolha do eleitor.

Não será uma oposição sistemática, mas em face de questões concretas que sejam colocadas e na defesa intrasigente da democracia, da liberdade de imprensa e dos direitos sociais conquistados em 30 anos de democracia, que não foram poucos“, disse.

O texto também afirma que o partido fará uma oposição definida em função das demandas do Brasil. “A lógica do ‘quanto pior, melhor’ não nos cativa ou estimula, e não faremos do sofrimento dos brasileiros trampolim para o próximo pleito eleitoral”.

No entanto, o partido socialista não poupa críticas a Bolsonaro. “O novo a que muitos aspiram tem, até aqui ao menos, uma face autoritária na política, ultraliberal na economia e retrógada em termos de costumes”.

A decisão foi tomada durante a 1ª reunião da Executiva do PSB após o resultado das eleições. Participaram Carlos Siqueira, presidente da legenda, o deputado federal eleito João Campos (PE) –filho do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em 2014–, e os 3 governadores eleitos da sigla: João Azevedo (PB), Renato Casagrande (ES) e Paulo Câmara (PE).

Os governadores Márcio França (SP) e Rodrigo Rollemberg (DF), derrotados nas eleições de 2018, participaram do encontro.

O texto assinado pelo presidente do partido afirma que o PSB objetiva moderar a atuação de Bolsonaro no governo federal.

“Não é o caso, por certo, de inviabilizar o governo, de lhe fazer oposição sistemática, mas de moderá-lo até o ponto –sempre e onde for possível–, que prevaleçam as teses e agendas de interesse nacional e de nossa população”, disse.

A sigla destaca que atuará em defesa de medidas como o aprimoramento do SUS (Sistema Único de Saúde) e a qualificação tecnológica da indústria.

O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) declarou que o partido “não vai fazer oposição sistêmica, mas pontual” e a bancada da legenda no Congresso Nacional vai analisar “tema a tema” os projetos propostos pelo Executivo.

O PSB integrará bloco de oposição junto ao PDT e ao PC do B e, de acordo com Siqueira, sem a presença do PT.

ver Blog do Fernando Rodrigues
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