Posse de Bolsonaro pode ter culto ecumênico

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Pela 1ª vez, a cerimônia de posse de 1 presidente da República poderá ter 1 culto ecumênico. O pedido foi feito por assessores de Jair Bolsonaro aos organizadores da solenidade. O rito está marcado para 1º de janeiro de 2019.


Os detalhes, como horário, local, esquema de segurança e nomes de líderes religiosos participantes, estão sob análise. O mais provável é que o rito seja realizado à tarde, para que governadores, que tomam posse no mesmo dia, presidentes de outros países e primeiros-ministros consigam estar presentes.

Segundo a coordenadora do grupo de trabalho para a posse no Congresso, Maria Cristina Monteiro, diretora de Relações Públicas do Senado, a lista de convidados terá cerca de 2.000 pessoas –entre autoridades nacionais, delegações estrangeiras e nomes designados pela equipe de Bolsonaro.

Pelo menos 1 padre, 1 pastor e 1 rabino devem integrar o culto. A Catedral de Brasília, na Esplanada dos Ministérios, é o local preferido para a cerimônia.

BOLSONARO E RELIGIÃO

Em abril, Bolsonaro disse ter sido criado dentro dos preceitos católicos, mas afirmou ter frequentado a Igreja Batista, no Rio de Janeiro. A futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, é evangélica.

Jair Bolsonaro teve o apoio de evangélicos na campanha. Entre eles a Frente Parlamentar Evangélica do Congresso e o líder da Igreja Universal do Reino de Deus, o bispo Edir Macedo. O senador e pastor Magno Malta (PR-ES) puxou uma corrente de oração antes do 1º discurso oficial de Bolsonaro para redes de TV como presidente eleito.

RITO CERIMONIAL

A organização da posse presidencial é dividida entre os cerimoniais do Executivo –comandado pelo Itamaraty– e do Legislativo. Um grupo de trabalho começou a se reunir, em março, para tratar do evento.

O rito de cerimônia é determinado pelo decreto 70.274, de 1972. A norma não inclui celebração religiosa. Tradicionalmente, o presidente e o vice apenas se encontram em frente à Catedral de Brasília para iniciar o desfile pela Esplanada dos Ministérios até o 1º ponto de parada, o Congresso Nacional.

Na posse de Bolsonaro, que sofreu 1 atentado durante a campanha, a segurança será a principal preocupação dos organizadores. Ainda não está definido se o presidente eleito e a primeira-dama desfilarão no Rolls Royce, da década de 1950, utilizado por vários chefes do Executivo.

Caso a opção seja por 1 carro aberto, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, deverá vir logo atrás, em outro veículo conversível. Eles serão escoltados por batedores e por Dragões da Independência.

Além da segurança, a meteorologia influencia o trajeto. Dois roteiros são montados –1 para sol, outro para chuva. No 1º cenário, está prevista uma apresentação da Esquadrilha da Fumaça.

PRIMEIRO DISCURSO

No Congresso Nacional, Bolsonaro discursará pela 1ª vez como presidente da República, após assinar o termo de posse junto ao vice-presidente.

Na sequência, ambos seguem para a transmissão da faixa presidencial na rampa ou no parlatório do Palácio do Planalto.

Ainda no Planalto, Bolsonaro e Mourão recebem cumprimentos de autoridades e chefes de Estado. Depois, o presidente dá posse aos ministros. O último evento do dia é uma recepção com banquete no Palácio do Itamaraty.

(com informações da Agência Brasil)

ver Blog do Fernando Rodrigues
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