Padre acredita que colega tenha sido vítima de assalto

O Dia

Luiza Sansão

- Padre pernambucano foi morto a facadas em Nova Iguaçu. Ele era querido pela comunidade local e frequentadores de igreja estão desolados -

Rio - Dezenas de pessoas passam pela Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Nova Iguaçu, na manhã desta segunda-feira, para dar o último adeus ao padre Francisco Carlos Barbosa, de 33 anos, morto a facadas na noite deste sábado, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. "O que aconteceu é uma fatalidade, infelizmente, uma violência que está atingindo todas as pessoas, inclusive as que procuram fazer o bem no mundo", lamenta o padre Nelson Ricardo, que acredita que o assassinato do colega não tenha vínculo com questões políticas, mas que ele tenha sido vítima de um assalto.

O corpo do padre foi encontrado na madrugada deste domingo, na Avenida Governador Roberto Silveira, na esquina com Via Light, segundo a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). De acordo com testemunhas, os documentos da vítima não foram encontrados. Ele foi visto pela última vez após deixar um aniversário no bairro Lote 14, em Belford Roxo. Uma missa de corpo presente está programada para as 15h desta seguda-feira.

Pernambucano, Francisco veio fazer uma experiência vocacional e ingressou na arquidiocese local como seminarista há dez anos, segundo o padre. Depois de atuar por um período na paróquia do Lote 15, em Belford Roxo, assumiu a Nossa Senhora de Lourdes, em janeiro do ano passado.

"Sempre foi muito querido pelo povo, muito atencioso, carinhoso, e veio pra cá em janeiro do ano passado. Então foi pouco menos de dois anos, mas, como você percebe pela expressão de tristeza e pesar do povo, era uma pessoa querida e profundamente atenciosa", elogia padre Nelson. "Ele era uma pessoa íntegra que procurou exercitar seu ministério de maneira digna e acredito que o conseguiu. Por pouco tempo, infelizmente, mas desenvolveu um carinho muito grande com o povo e o povo com ele", completa.

Frequentadores da igreja, desolados, exaltam qualidades do pároco. "Era uma pessoa muito boa. Não sei como pôde acontecer uma coisa dessa. Ele era amigo de todo mundo, cumpria suas obrigações, trabalhava, socorria quem precisava, fazia visitas, atendia prontamente à comunidade", diz Maria Francisca da Silva Dias, de 88 anos, ministra da paróquia.

Perícia foi realizada e diligências estão em andamento para esclarecer o crime, segundo a DHBF.

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