Rosberg próximo do título, mas longe do já ganhou

Rosberg próximo do título, mas longe do já ganhou

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por Rodrigo França, em Suzuka (Japão)

Mais do que os 25 pontos da vitória do GP do Japão, Nico Rosberg conseguiu uma inédita vantagem no Mundial de F-1 a apenas quatro etapas para o final. Como abriu 33 de vantagem sobre seu único rival, o companheiro de equipe na Mercedes, Lewis Hamilton, o alemão já pode se dar ao luxo de ser campeão sendo segundo colocado em todas as provas (mesmo que o inglês vença).

Mais do que isso: Rosberg terá uma chance única na carreira de liquidar a fatura já em São Paulo, onde será realizado o GP Brasil de F-1, penúltima etapa de 2016, no próximo mês. Seria o equivalente a dois match points em um jogo de tênis, uma vantagem e tanto, mas Nico evita o clichê “cheirinho de título”, como se diz aqui no futebol.

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Questionado pela revista VIP na coletiva de imprensa logo após a corrida em Suzuka, Rosberg tratou de minimizar a boa pontuação sobre seu rival. “Ainda temos um longo caminho pela frente, né? Não tenho porque mudar meu approach, até porque está dando tudo certo e não tenho porque mudar”, respondeu o alemão.

De fato, após um início arrasador em 2016, muitos consideraram Nico carta fora do baralho no meio da temporada após uma impressionante reação de Hamilton. Na segunda metade do campeonato, no entanto, Rosberg voltou a dominar a F-1, e está em uma posição inédita para ser campeão.

Hoje, o piloto da Mercedes é o piloto de melhor estatísticas na F-1 (como vitórias, tem 26) ainda sem título. Será que isso acaba em 2016? Toto Wolf, chefe da Mercedes, segue repetindo o mantra: “não teremos ordens de equipe, os dois pilotos estão liberados na luta pelo título”.

Uma das vantagens de Nico em Suzuka foi a péssima largada de Hamilton, que caiu para oitavo e teve que fazer uma prova de recuperação para chegar em terceiro. O inglês lutou pelo segundo lugar até a volta final com o jovem Max Verstappen, mas uma “fechada” de porta na famosa chicane onde Alain Prost jogou o carro para cima de Ayrton Senna evitou a ultrapassagem.

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Hamilton fez cara de poucos amigos na coletiva . Perguntado sobre a manobra disse que “agora não importava, já foi feita e vamos seguir em frente”. VIP então perguntou a Max como enxergou o incidente. “Vi ele vindo nos espelhos e já esperava que ele tentaria naquele ponto. Tudo certo”, disse, fugindo de polêmicas.

Será que estes três pontos farão falta para Hamilton? Talvez em Interlagos a gente já saiba a resposta.

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