Serra e Alckmin são alvos de futura delação de empreiteiros na Lava Jato

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Em negociação com investigadores da Operação Lava Jato, a empreiteira Camargo Corrêa vai relatar pagamento de propina ao PSDB de São Paulo nos governos José Serra e Geraldo Alckmin. As informações são da coluna da jornalista Vera Magalhães, do jornal O Estado de São Paulo.

De acordo com a publicação, a revelação faz parte de aditamentos nas delações de executivos da Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez, em razão das novas revelações das colaborações da Odebrecht, da OAS e de Sérgio Machado.

Um dos acionistas da Camargo Corrêa, Luiz Nascimento, deve confirmar ainda que pagou pessoalmente R$ 350 mil a Machado, ex-presidente da Transpetro, por contratos do Estaleiro Atlântico Sul.

No esquema do governo tucano em São Paulo, a propina teria sido paga pela construtora por intermédio do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. A empresa irá reconhecer cartel, fraude e superfaturamento nas obras do Rodoanel e do metrô de 2007 a 2014, de acordo com o jornal.

Há o risco, contudo, de que as delações sejam anuladas caso o Ministério Público Federal entenda que as omissões foram intencionais.

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