Pesquisa revela que justiça alemã empregou muitos nazistas no pós-guerra

Correio Braziliense - Mundo

Berlim, Alemanha - Um relatório encomendado pelo governo alemão e publicado nesta segunda-feira (10/10) revela o funcionamento da justiça da Alemanha Ocidental no pós-guerra, que continuou durante décadas empregando funcionários que já atuavam sob o III Reich, em proporções muito maiores em relação ao que era conhecido até agora."A quantidade de (ex-) membros do NSDAP (Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães) dentro do ministério da Justiça não baixou depois da guerra como se supunha, e aumentou nos anos 1950", indicou ao jornal Süddeutsche Zeitung Christoph Safferling, que codirigiu o estudo, cujo relatório é apresentado nesta segunda-feira pelo ministro da Justiça, Heiko Maas.Em 1957 se alcançou o apogeu, quando 77% dos diretores da administração judicial eram ex-membros do NSDAP, segundo os resultados deste estudo intitulado "Expediente Rosenburg", pelo nome do edifício que abrigou desde 1950 o ministério da Justiça em Bonn (oeste), então capitão da República Federal Alemã.Sabia-se que a Alemanha Ocidental havia recorrido a ex-nazistas para exercer funções públicas, mas a proporção - quase oito diretores em cada dez - é uma novidade, segundo Safferling.

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