BANKS - The Altar

BANKS - The Altar

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BANKS não mexeu no time que estava ganhando e entrou em campo para mais uma goleada, munida de mais treze faixas que continuam a exercitar a personalidade Eletrônica de suas composições em uma atmosfera que revela o melhor que o Pop tem em seu "lado-B" hoje em dia.

Seu vocal não deve em nada àquilo que o mainstream tanto busca, como ela deixa claro no single Gemini Feed - faixa que abre o disco, a mesma de onde vem o verso que batiza The Altar -, mas isso não é o suficiente para a artista, que prefere situar sua voz em um território fora do óbvio, ora com poucos elementos para harmonizar, ora com camadas que chegam a ser agressivas.

Seu equilíbrio entre o que satisfaz um público bastante ligado no que a rádio vende e o que agrada quem ouve música por meios mais alternativos é um dos pontos mais bem trabalhados em sua obra, o que acontece aqui novamente, embora a balança pareça pender um pouco mais para o segundo grupo - um single como Fuck with Myself, do título ao jeito com que ela canta, prova que o mainstream não é seu alvo.

Ainda assim, músicas como This Is Not About Us são inegavelmente Pop dentro das mesmas referências que entregam faixas como Lovesick ou Weaker Girl, que rumam em direções bem menos redondinhas. Enquanto isso, Mother Earth e To the Hilt impressionam em ambientações mais orgânicas - pequenas surpresas que deixam o álbum mais dinâmico.

Com tudo isso em evidência, dá para ver que BANKS continua a trabalhar a identidade já estabelecida em Goddess e que possui fôlego para continuar crescendo em popularidade e maturidade nos próximos anos, se apresentando como uma bela alternativa para quem quer ouvir um belo vocal fora do lugar comum do Pop.

(The Altar em uma música: Fuck with Myself)

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