Eleições 2016: o mapa do segundo turno

Eleições 2016: o mapa do segundo turno

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Em dezoito capitais do país, a eleição municipal não terminou em 2 de outubro. E nesta segunda-feira o horário eleitoral gratuito recomeça em boa parte delas, incluindo o Rio de Janeiro. Com apenas dois candidatos no páreo, a disputa esquenta de Porto Alegre a Macapá – e terá atenção redobrada em página especial do site de VEJA. O compromisso neste segundo turno se mantém: uma equipe de repórteres vai monitorar a disputa em todos os Estados, mapear as estratégias dos candidatos e checar as encrencas deles na Justiça. Na primeira etapa do pleito, essa vigilância resultou em mais de 400 reportagens sobre 26 capitais.

Foi por meio da página especial sobre as eleições do site de VEJA que a população de Cuiabá descobriu que o candidato Emanuel Pinheiro (PMDB) é acusado de ter tentado quitar uma dívida com o empresário Salim Rahal com lotes de esmeraldas falsas – episódio que resultou num bate-boca entre ele e o adversário Julier Sebastião (PDT) em um debate. O empresário alvo do calote veio a público para afirmar que um acordo foi proposto “depois da matéria de VEJA”.

A matéria também foi citada pelos principais sites e jornais de Cuiabá e gerou novo desgaste entre integrantes da campanha de Emanuel. O assessor da campanha brigou publicamente com o marqueteiro porque este último acusou VEJA de não ter ouvido o candidato. Pinheiro recorreu à Justiça com pedido de direito de resposta e perdeu. No despacho, o juiz Paulo de Toledo Ribeiro Junior, da 1ª Zona Eleitoral de Mato Grosso, considerou que VEJA não extrapolou o direito de informar e pontuou que, em menções anteriores ao “caso das esmeraldas”, Pinheiro não havia ingressado com pedidos de direito de resposta contra outros veículos de comunicação.

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No Rio de Janeiro, reportagem trouxe à tona que Indio da Costa (PSD) construiu uma mansão em área devastada: o deputado federal e ex-secretário estadual de Meio Ambiente negocia um acordo com promotores para compensar a derrubada de árvores no terreno de 1.800 metros quadrados no Jardim Botânico, Zona Sul da cidade. A corrida na capital fluminense, aliás, foi marcada por um fato que o site de VEJA revelou ainda em 2015: a agressão de Pedro Paulo (PMDB) contra a ex-mulher. Ao longo da campanha, mais um caso de violência contra a mulher veio à tona: assessor parlamentar de Marcelo Freixo (PSOL) até 1º de agosto, Valdinei Medina da Silva, o Dinei, foi condenado pela Justiça com base na Lei Maria da Penha.

Já em Manaus, a campanha esquentou com a revelação de que Silas Câmara (PSC-AM) usou um jatinho bancado por dinheiro público participar do comício de um amigo e candidato a prefeito no interior do Amazonas. A reportagem chegou a estampar as manchetes dos jornais locais. E fez com que Câmara recorresse à Justiça – sem sucesso – para tirar o conteúdo do ar. Em Porto Velho, VEJA mostrou que Williames Pimentel, ex-secretário de Saúde, recebeu pelo menos 40% das doações de médicos ligados a clínicas contratadas pelo município e, mais uma vez, pautou os jornais locais.

Em Boa Vista, VEJA revelou que a prefeita reeleita Teresa Surita (PMDB) está condenada à perda da função pública – informação que rapidamente repercutiu na imprensa da capital de Rondônia. Foi também em primeira mão que os eleitores de Florianópolis souberam da condenação de Ângela Amin (PP) por improbidade pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em Rio Branco, reportagem de VEJA esquadrinhou as doações eleitorais ao prefeito Marcus Alexandre (PT) – quase todas advindas de servidores em cargos de confiança e secretários municipais. Em Fortaleza, levantamento mostrou como o Grupo Aço Cearense ‘disfarçou’ as doações ao prefeito-candidato Roberto Cláudio (PDT).

Movimentou a cena política também reportagem que revelou como os caciques das principais legendas utilizaram boa parte do dinheiro do fundo partidário para privilegiar candidatos de seus redutos eleitorais logo na primeira distribuição de recursos do caixa das siglas. São pequenas e médias cidades que, por serem consideradas cruciais para a manutenção da influência política de caciques, furaram a fila e abocanharam recursos que poderiam ser destinados a capitais. Sem receber um centavo, muitos deputados entraram em rota de colisão com suas legendas.

Até 30 de outubro, os repórteres de VEJA seguem mostrando o que está em jogo em cada uma das capitais. Nesta nova etapa da disputa, os concorrentes contam, em áudio, o que os diferencia do candidato adversário. Até o final da campanha, a redação também vai cobrar dos políticos respostas a perguntas enviadas por eleitores e receber eventuais denúncias de corrupção e malfeitos pelo WhatsApp (11) 9-9948-5558 ou por meio do site.


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