Flávio Ricco: Telejornais mudam de cara pelo público

O Dia

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- Os assuntos políticos e de maior interesse da população foram priorizados em todos os espelhos, sempre destacados antes que os demais -

Rio - É bem interessante verificar como os telejornais, de uma maneira geral mesmo, modificaram aos poucos a sua maneira de se apresentar, deixando meio que de lado os assuntos policialescos ou entendidos como de maior apelo de audiência, pelo noticiário político.

Iniciativa deles? Claro que não. Souberam apenas usar a sensibilidade para perceber e rapidamente procurar atender uma clara reivindicação do próprio telespectador.

Os assuntos políticos e de maior interesse da população foram priorizados em todos os espelhos, sempre destacados antes que os demais, em alguns casos, entendidos como simples consequência.

Uma diferença de comportamento que nos leva a entender como absolutamente lógica e justificada a reclamação de várias emissoras da Rede Record em se diminuir a carga do noticiário policial ao longo da programação. Tem tudo a ver. A busca de uma maior e melhor audiência não passa mais por aí.

Gente grande

O trabalho da CNN na cobertura do furacão Matthew foi outra demonstração do que o bom jornalismo é capaz de oferecer. Antes de tudo, um trabalho de coragem, sem medo de correr riscos.

Time Delay 1

O segundo turno das eleições levou as grandes redes a usarem estratégias diferentes para organizar suas grades, até pelo fato de uma cidade como São Paulo se desobrigar da propaganda política.

Todas procuraram resolver o problema a seu jeito.

Time Delay - 2

A Globo, nas praças do segundo turno, passou a iniciar o ‘Jornal Nacional’ às 20h15, para interromper às 20h30 e cumprir os 20 minutos obrigatórios.
São Paulo e as demais cidades, que já tiveram as eleições decididas, levam ao ar os 15 minutos iniciais que as outras praças já assistiram. E todas voltam a se encontrar, ao vivo, a partir das 20h50.

Gravando

Otávio Mesquita começou no sábado e deve completar hoje as gravações do primeiro ‘OM – Operação Mesquita’, que vai ocupar o começo das tardes de sábado do SBT. Estreia na segunda quinzena de novembro e vai direto daí em diante, sem parar, mesmo nas férias do fim do ano.

Alívio

O fim da primeira fase de ‘A Lei do Amor’, de certa maneira, poderá restabelecer um clima de maior harmonia no seu elenco.

As relações de alguns atores com a diretora Denise Saraceni, neste começo da novela, nunca foram das mais harmoniosas.

Complicado

A alta cúpula da Record, em São Paulo, precisa ser avisada de uma crise das mais desagradáveis no jornalismo da sua emissora em Macapá.

A cobrança por melhorias nas condições de trabalho, levou a direção de lá a instalar um clima de terror em todos os funcionários, inclusive com as piores ameaças. Assédio moral da pior espécie. Muito grave isso.

Curioso

A GfK tem operado normalmente e enviado os seus relatórios aos clientes interessados, desde o dia 1º de julho.

No entanto, as divulgações dos números de audiência, mesmo por parte das emissoras associadas a ela — RedeTV!, SBT e Record — continuam sendo os do Ibope.

Virar a chave

Está muito claro, e a GfK confirma isso, que a decisão de divulgar ou não os seus resultados é uma decisão que cabe aos clientes dela. O que se sabe é que os números da Globo são muito bons, assim como os da Record e SBT não apresentam grandes surpresas.

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