Colômbia: "sair do conflito é trabalho para gerações", avalia Harnisch

Correio Braziliense - Mundo

Foi ainda sob o impacto da desconcertante rejeição nas urnas do acordo de paz entre o governo do presidente Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que chegou a Brasília, para visita oficial, o chefe da delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no país vizinho. “Na tarde do plebiscito, a pergunta nas embaixadas e em todo lugar era: e agora?”, conta o suíço Cristoph Harnisch, com a experiência de três décadas na organização, os últimos quatro passados na Colômbia. O período coincide com o desenrolar das negociações de paz entre o governo e as Farc, em Havana, que produziram um acordo considerado histórico para pôr fim a 52 anos de guerra.“As marcas desse conflito são muito profundas, e por isso sair de um conflito é tão complicado”, reconheceu Harnisch, em entrevista exclusiva ao Correio, entre uma concorrida agenda de compromissos políticos e diplomáticos.

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