Após fracasso eleitoral, PT encara desafio de forjar líderes na esquerda além de Lula , por Talita Bedinelli, El País

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Talita Bedinelli, El País

Em um roteiro já rascunhado, as primeiras eleições municipais após o impeachment de Dilma Rousseff foram um desastre para o Partido dos Trabalhadores, que na última década havia se estabelecido como a principal legenda de esquerda da América Latina. O partido liderado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu mais da metade das prefeituras, conseguindo eleger apenas 256 nomes no primeiro turno e tendo a chance de garantir, no máximo, mais sete no segundo turno, que acontece no final deste mês. É menos da metade do total de prefeitos petistas que chegaram ao poder há quatro anos. Em 2012, dois anos depois da primeira vitória de Rousseff à presidência, a sigla havia conseguido eleger 644 prefeitos, o maior número até então. E, como a política não aceita vácuo de poder, o PSDB, que vinha em declínio nas municipais desde que Lula assumiu a presidência, voltou a aumentar sua participação: subiu de 701 eleitos, em 2012, para 793 agora, podendo chegar a 812, caso eleja todos os tucanos que foram para o segundo turno.

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