História Hoje: Festival de Cannes completa sete décadas

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Há 70 anos, foi dada a partida do primeiro Festival Internacional de Cinema de Cannes. O evento foi criado por Jean Zay, então ministro francês da Instrução Pública e de Belas Artes. A cidade de Cannes, que fica na Riviera Francesa, foi o local escolhido.

Mas, devido à Segunda Guerra Mundial, a realização da primeira edição prevista para 1939, só aconteceu em 1946, presidida por Louis Lumière. Jean Zay queria implantar um evento cultural internacional que rivalizasse com a famosa Mostra de Veneza, o primeiro festival anual de cinema do mundo.

Na primeira edição, foram apresentadas ao público produções de 18 países. Entre os selecionados, estavam “Farrapo Humano”, de Billy Wilder, um filme que retrata o alcoolismo de forma realista; “Roma, Cidade Aberta”, de Roberto Rossellini, mostra a ocupação nazista na capital italiana, onde comunistas e católicos se unem para combater os alemães e as tropas fascistas, e “A Batalha dos Trilhos”, de René Clement, película sobre a resistência dos ferroviários franceses à ocupação nazista.

No começo, o evento ficou conhecido pelo agito cultural, principalmente porque chamava a atenção dos turistas que visitam a Riviera Francesa para ver os astros e estrelas do cinema. Mas logo adquiriu importância junto à comunidade cinematográfica. A Palma de Ouro, o troféu criado por Lucienne Lazon, é uma referência à plantação de palmeiras encontrada ao longo na praia de Cannes e sofreu várias modificações no decorrer dos anos. Era entregue pelo júri ao melhor filme da competição oficial, criada somente em 1955. Antes, o prêmio era chamado de Grande Prêmio do Festival Internacional. A primeira Palma de Ouro foi concedida ao diretor Delbert Mann pelo filme “Marty”.

“O Pagador de Promessas”, foi o primeiro filme brasileiro premiado no festival, em 1962. Mas alguns anos antes, na quarta participação do Brasil, “O Cangaceiro”, de Lima Barreto, teve o seu reconhecimento. Após o sucesso em Cannes, o filme foi exibido em mais de 80 países. Já “Orfeu Negro”, coprodução brasileira ítalo-francesa, foi premiado em 1959.

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