Polícia indicia 11 pessoas por fraude na Saúde de São João de Meriti

O Dia

O Dia

- Nas investigações, os agentes apreenderam ainda dois computadores -

Rio - A Polícia Civil indiciou 11 pessoas por fraude em licitação na Secretaria de Saúde de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. De acordo com o delegado Moysés Santana, da 64ª DP (Vilar do Teles), as investigações sobre a quadrilha foram concluídas nesta segunda-feira.

Os indiciados são Paulo Cesar Moreira Medeiros, Walter Santos Wilmes, Marcus Gomes Rodrigues, Claudino Batista da Silva Junior, Ivo de Oliveira Sodré, Marilda da Silva Vieira, Alexandre de Oliveira, Carlos Cesar Flora de Almeida, Walter Rodrigues Araujo, Paulo Vicente Gomes e Hugo Moura Filho.

As investigações tiveram início após a polícia descobrir em outra investigação que Paulo Cesar, responsável pelo setor de endemias da Vigilância Sanitária do município, seria também sócio de uma empresa especializada no combate às pragas e uma das principais fornecedoras da prefeitura.

Foram interceptadas conversas telefônicas, com autorização judicial, nas quais foi possível verificar que Paulo, apesar de nomeado para outro cargo, atuava como superintendente e ainda detinha poder para determinar a forma de execução dos serviços na empresa em alusão, detendo, desta forma, o controle do órgão público e da empresa privada.

A Polícia Civil descobriu também que a atual superintendente foi nomeada ao cargo em razão da influência política de Paulo. Também foi possível colher provas que comprovavam que o secretário de Saúde Walter Wilmes tinha conhecimento das atividades de Paulo.

Além disso, também se verificou que a empresa de Paulo, no período de 2011 a 2015, venceu pelo menos 15 licitações, em contratos que, se somados, ultrapassam R$ 15 milhões, todos, referentes à aquisição de produtos para combate a pestes.

Os agentes da 64ª DP ainda constataram que, apesar das grandes quantidades de produtos adquiridas pela empresa na licitação, as unidades careciam de tais produtos, existindo assim indícios de que a empresa não realizava a entrega integral dos produtos constantes em contrato.

Os policiais apreenderam dois computadores e um pendrive, nos quais eles encontraram arquivos que comprovam as fraudes, demonstrando que não existia a participação de outras empresas na concorrência à licitação, sendo simulada e falsificada a documentação e assinatura dos sócios das mesmas. O inquérito foi encaminhado à Justiça.

view O Dia