Trump e Hillary conquistam vitórias decisivas na Superterça da eleição nos EUA

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O republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton deram grandes passos na terça-feira (1) para assegurar a nomeação de seus partidos para concorrer à Presidência dos Estados Unidos, obtendo vitórias em uma série de Estados-chave.

Na chamada Superterça, o principal dia das disputas primárias dos partidos, Trump, de 69 anos, e Hillary, de 68, provaram ser os claros favoritos de suas legendas.

A Superterça permite que os estados que promovem as primárias e assembleias (caucuses) escolham, em eventos simultâneos, candidatos de partidos diferentes. Assim, pelo lado do Partido Democrata, Hillary Clinton ganhou em sete estados: Virginia, Tennessee, Alabama, Georgia, Arkansas, Texas e Massachusetts. Pelo Partido Republicano, Trump foi o vencedor na Georgia, em Alabama, Massachusetts, no Tennessee, na Virginia, em Arkansas e Vermont.

Ambos agora enfrentam pressão para mostrar que podem unificar os votos de seus respectivos partidos e evitar uma possível divisão interna na eleição presidencial de 8 de novembro.

Emissoras de TV norte-americanas projetaram vitória de Trump em sete Estados, se somando às vitórias que o empresário obteve em três das quatro primeiras disputas republicanas.

As vitórias de Hillary em sete Estados também foram impressionantes, mas de certa forma previstas, mediante o apoio de eleitores afro-americanos em Estados como o Arkansas, onde ela e o marido, o ex-presidente Bill Clinton, iniciaram suas carreiras políticas.

Hillary e Trump

Com o resultado, Hillary avançou em seu objetivo de representar os democratas nas eleições presidenciais marcadas para novembro deste ano. Mas, para alcançar essa meta, Hillary precisa conter Bernie Sanders, o outro candidato democrata, que conquistou quatro estados – Vermont, Oklahoma, Colorado e Minnesota – na Superterça.

Com um discurso em que proclama a necessidade de taxar os bancos para permitir que a classe trabalhadora tenha acesso gratuito aos serviços de saúde, Sanders vem conquistando simpatizantes, principalmente entre os eleitores jovens.

O republicano Donald Trump teve uma vitória confortável, mas ainda precisa consolidar sua posição em relação a outros candidatos, que também querem ser nomeados representantes do partido nas eleições presidenciais.

Nanicos?

Dois concorrentes de Trump – os senadores Ted Cruz e Marco Rubio – ganharam a preferência do partido em três estados importantes. Ted Cruz venceu em seu estado natal, o Texas, e em Oklahoma. Marco Rubio ganhou em Minnesota. Os demais candidatos republicanos, John Kasich e Ben Carson, ainda não ganharam em nenhum estado.

Com as vitórias alcançadas em Oklahoma, no Texas e em Minnesota, Ted Cruz e Marco Rubio continuam com chances de prosseguir na campanha, disse o professor Casey Klofstad, do Departamento de Ciência Política da Universidade de Miami, à Agência Brasil. Segundo Klofstad, os estados do Texas, Oklahoma e Minnesota são importantes e, portanto, Cruz e Rubio “vão continuar recebendo o apoio da cúpula do Partido Republicano e dos financiadores de campanha”.

Em entrevista à rede de televisão CBS, ontem (1º) à noite, Marco Rubio disse duvidar do sucesso da candidatura de Donald Trump nos próximos estágios da campanha eleitoral. "Trump nunca vai chegar a ter 1.237 delegados," afirmou Rubio, numa referência ao número mínimo de apoio de delegados que um republicano precisa ter para ser nomeado candidato oficial do partido.

Rubio acrescentou: "Vou fazer de tudo para não manter Donald Trump como o nosso indicado. Quem não condena a Ku Klux Klan não tem nenhum lugar no partido". Ao se manifestar, há três dias, sobre o apoio recebido de David Duke, antigo chefe do grupo extremista Ku Klux Klan, Donald Trump foi criticado por políticos e defensores dos direitos humanos por ter se recusado a condenar a filosofia da organização, que defende “a supremacia branca”. David Duke deu apoio público a Trump.

(Com informações das agências de notícias)


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