Preço na porta da fábrica volta a subir no acumulado de 12 meses

Preço na porta da fábrica volta a subir no acumulado de 12 meses

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Os setores de maior influência foram alimentos, outros produtos químicos, equipamentos de transporte e veículos automotores Sean Gallup/Getty Images

Os preços na porta das fábricas, medido pelo IPP (Índice de Preços ao Produtor), subiram, em média, 0,56% em janeiro na comparação com dezembro do ano passado. No último mês de 2015, os preços da indústria geral registraram -0,35%, em relação ao mês imediatamente anterior.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos últimos 12 meses, o IPP da Indústria acumula alta de 9,86%, contra um aumento de 8,81% em dezembro. Entre as 24 atividades investigadas, 17 apresentaram variações positivas de preços, contra 13 no mês anterior.

O IPP mede a evolução dos preços de produtos 'na porta de fábrica', sem impostos e fretes. As quatro maiores variações foram nas seguintes atividades: Indústrias extrativas (-14,42%), fumo (4,77%), outros equipamentos de transporte (3,74%) e produtos de metal (3,35%). As maiores influências vieram de Indústrias extrativas (-0,40 p.p.), alimentos (0,33 p.p.), veículos automotores (0,23 p.p.) e metalurgia (0,12 p.p.).

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Comparações

Já em relação a janeiro de 2015, a variação de preços foi de 9,86%, contra 8,81% em dezembro de 2015. As quatro maiores variações de preços ocorreram em outros equipamentos de transporte (36,79%), fumo (34,85%), papel e celulose (22,75%) e alimentos (16,47%). Os setores de maior influência foram: alimentos (3,14 p.p.), outros produtos químicos (1,38 p.p.), outros equipamentos de transporte (0,79 p.p.) e veículos automotores (0,78 p.p.).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a dezembro/15 as variações foram: 2,36% em bens de capital; 0,11% em bens intermediários; e 0,86% em bens de consumo, sendo que 1,43% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 0,68% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Já a influência das grandes categorias econômicas foi a seguinte: 0,21 p.p. de bens de capital, 0,06 p.p. de bens intermediários e 0,30 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,18 p.p. se deveu às variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,12 p.p. nos bens de consumo duráveis.

Em 12 meses, a variação de preços da indústria alcançou 9,86%, com as seguintes variações: bens de capital, 14,22% (1,21 p.p.); bens intermediários, 9,67% (5,47 p.p.); e bens de consumo, 9,12% (3,18 p.p.), sendo que a influência de 'bens de consumo duráveis' foi de 0,50 p.p. e a de 'bens de consumo semiduráveis e não duráveis' de 2,68 p.p.

Alimentos

Em janeiro de 2016, a variação média de preços do setor, na comparação com dezembro de 2015, foi de 1,63%, resultado maior do que os observados em novembro e dezembro (que foram menores que 1%), porém menor do que os observados de agosto (1,94%) a setembro (5,47%). Com esse resultado, a variação observada entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016 foi de 16,46%, maior resultado desde agosto de 2012 (17,85%).

Em relação ao mês anterior, os destaques em termos de variação e em termos de influência não apresentam nenhuma interseção, sendo que os produtos destacados pela variação não constam entre os de maior peso no cálculo do setor, e dois deles ('manteiga de cacau' e 'leite condensado') tiveram variação negativa de preços. Já na influência, dois produtos ('resíduos da extração de soja' e 'açúcar cristal') estão entre os de maior peso no cálculo, tendo influência, como os dois outros ('óleo de soja em bruto, mesmo degomado' e 'óleo de soja refinado'), positiva.

A influência destes quatro produtos foi de 0,80 p.p., em 1,63%. O aumento dos derivados de soja está em linha com a depreciação cambial (em janeiro, contra dezembro, foi da ordem de 4,7% e, janeiro de 2016 contra janeiro de 2015, de 54,0%). No caso do açúcar, ao lado de uma oferta mundial menor, no Brasil o quadro se intensifica pela maior produção de álcool (em detrimento do açúcar).

'Açúcar cristal', os óleos derivados da soja e 'suco concentrado de laranja' são os produtos mais influentes no acumulado em 12 meses e, nesse caso, valem as observações anteriores (de depreciação cambial e do viés na produção de álcool a partir da cana-de-açúcar).

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