Estudantes reclamam de situação da merenda em SP e pedem investigação

Facebook
ВКонтакте
share_fav
Os estudantes Raul Santos, Marcos Galegari e Luanda Tainá Dinalva Fernandes/ R7

Estudantes secundaristas estiveram na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), na tarde de terça-feira (1º), protestando a favor da instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Alunos das escolas estaduais reclamaram que falta merenda e, quando a recebem, o alimento é de má qualidade. Por isso pedem uma investigação sobre a redução no repasse desta verba.

Durante a sessão, dois estudantes foram retirados do plenário após confusão com o deputado Coronel Telhada (PSDB). Renata Letícia, de 21 anos, e Douglas, de 19, foram enviados para o 36º Distrito Policial (Vila Mariana).

Lilith Passos, de 15 anos, estuda na Escola Estadual Maria José, localizada no centro de São Paulo. De acordo com a adolescente, costumavam servir almoço para os alunos, como macarrão e salada, mas passaram a oferecer a chamada merenda seca há algumas semanas.

— Agora, só dão bolacha de água e sal e todinho.

Fabio Silva, de 17, já terminou o ensino médio na Escola Estadual Deputado João Dória, no Itaim Paulista, zona leste da capital, e foi ao local dar apoio à causa.

— É importante frisar que a realidade da merenda é diferente nas escolas da periferia e nas de bairros mais centrais, como a Escola Fernão Dias [em Pinheiros, zona oeste]. Na minha, a merenda agora é de banana e suco.

Luanda Tainá, de 15, é aluna do 2º ano do ensino médio na Escola Estadual Dona Ana Rosa de Araújo, na zona sul da capital. Ela afirmou que a qualidade da merenda piorou depois das ocupações nas escolas. A instituição onde ela estuda ficou ocupada por um mês e 15 dias.

— Durante a reposição das aulas, davam bolacha para gente e falavam que era porque não era ano letivo ainda. Mas, quando voltaram as aulas normais, a merenda continuou do mesmo jeito. Teve um dia que deram uma torta de atum para umas 400 pessoas.

Os alunos ressaltaram que a merenda não é oferecida aos alunos do período noturno, assim como nas ETECs (Escolas Técnicas Estaduais). Raul Santos, de 16, estudante da ETEC Guaracy Silveira, na zona oeste, e Marcos Galegari, de 17, aluno da ETEC São Paulo, localizada na região central da cidade, não recebem merenda. Porém, foram à Alesp apoiar os demais.

Estudantes secundaristas durante sessão plenária na Alesp Dinalva Fernandes/ R7

Os estudantes também receberam apoio de alguns deputados durante o protesto. Carlos Giannazi (Psol) criticou o governo estadual afirmando que foram fechadas 1.360 salas de aula e que a verba da merenda foi cortada. Ele relatou casos de escolas sem merenda em Frango da Rocha e Caieiras, na região metropolitana de São Paulo, e Batatais, no interior do Estado.

O deputado João Paulo Hillo (PT) comentou a retirada dos estudantes.

— O que aconteceu aqui foi uma cena grotesca.

O deputado João Marcelo (Psol) também discursou na sessão e concordo com o colega.

— Bandalheira é roubar o dinheiro da merenda.

Todos os alunos ouvidos negaram fazer parte de algum movimento político e afirmam terem se organizado pelo Facebook. Os alunos não receberam nenhuma informação sobre a questão da CPI e prometem se organizar novamente.

Experimente: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play

посмотреть на R7