Ano será de desemprego em alta. Veja como reduzir a ameaça de ser mandado embora

Ano será de desemprego em alta. Veja como reduzir a ameaça de ser mandado embora

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Desemprego já atinge cerca de 9 milhões de brasileiros Camila Domingues/Palácio Piratini

Terminamos ontem 2015 com cerca de 9 milhões de brasileiros desempregados. E o ano que começa não deverá trazer alívio para o mercado de trabalho. Pelo contrário, economistas preveem que mais vagas sejam fechadas — a taxa de pessoas desocupadas pode ultrapassar os 10%.

Por isso, muita gente teme perder o emprego e enfrentar dificuldades para se recolocar no mercado. Cada vez menos as empresas estão contratando e isso vai exigir que o profissional esteja atento para ter um ano sem muitas dificuldades.

Segundo a assessora de carreira da Catho Larissa Meiglin, a maior parte das vagas hoje é de reposição. Ou seja, com número menor de postos de trabalho, elas exigem mais da pessoa que estão contratando. A dica dela é: não perca tempo, caso tenha que procurar um emprego.

— Não espere acabar o seguro-desemprego. O tempo de recolocação de um profissional aumentou muito. A média agora é de seis meses para que um profissional consiga uma nova colocação. Tem muita gente procurando emprego e fazendo entrevista. Agora não é mais selecionar o joio do trigo, é selecionar o melhor trigo. É isso que as empresas estão fazendo.

Ainda segundo a assessora da Catho, apesar de menos vagas, algumas áreas vão contratar mais em 2016: T.I., saúde, setor de finanças, agronegócio e vendas. Ela orienta aos que se interessam por esses ramos que verifiquem o que os anúncios exigem e procurem a qualificação necessária.

Andréia Roma, especialista em coaching e CEO da Editora Leader, acrescenta que o desemprego pode ser inevitável, mas que manter a calma é essencial.

— Tem que organizar a rotina, começar a procurar onde vai se recolocar, planejar as despesas, preparar o currículo dentro daquilo que ele pretende trabalhar. De repente, aquilo que ele fez durante tantos anos ele vai ter que mudar um pouco. Se antecipar ao que o mercado procura e se atualizar. E o mais importante: ativar o network [rede de contatos], as redes sociais podem ajudar muito, o Facebook, o Linkedin.

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Carlos Eduardo Pereira, coach de carreiras e psicólogo, dá o alerta para quem ainda está empregado.

— As pessoas às vezes não dão valor ao emprego que elas têm e acabam tendo um comportamento rebelde, muitas vezes até pedindo para serem mandadas embora. Hoje, no momento em que a gente está no mercado, não dá para ficar escolhendo muita coisa. A dica que eu dou é: está em um emprego, agarre-se a ele.

Segundo ele, o mais importante é ver a empresa como um todo e estar disposto a ajudar. Em momentos de crise, os patrões valorizam mais aqueles funcionários que demonstram comprometimento, diz Andréia.

— Para garantir o trabalho, querendo ou não é preciso fazer além do que somos pagos para fazer. Até porque queremos mais dentro da empresa. O próprio funcionário tem que querer fazer além do que ele está fazendo. É administrar o tempo e verificar o que mais pode oferecer para a empresa.

A assessora de carreiras da Catho também orienta que determinados comportamentos podem ser prejudiciais.

— Este não é o momento de abusar da sorte. São aquelas coisas básicas que as pessoas nem param para pensar. Agora, a empresa está avaliando tudo no colaborador. Então, chegar no horário, não se ausentar muito por questão de saúde ou por filhos.

Se você estiver insatisfeito com o seu emprego atual, Pereira diz que já é melhor começar 2016 com a meta de encontrar um novo lugar.

— A gente tem muito mais tranquilidade quando tem emprego para procurar outra oportunidade. Agora é a hora de buscar qualificação para aquelas vagas que a pessoa quer. Isso pode ser feito olhando os anúncios e entendendo o mercado.

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