2016: saiba como driblar a crise e escapar das ameaças do desemprego, juros altos e inflação

2016: saiba como driblar a crise e escapar das ameaças do desemprego, juros altos e inflação

R7
Ano exigirá mais poupança e menos gastos Getty Images

O ano novo começa com um velho dragão bufando sobre os brasileiros: a inflação. Juntamente com o fantasma do desemprego, as altas taxas de juros e a falta de investimentos privados, 2016 promete ser um ano com menor poder de compra para a população, o que requer jogo de cintura na hora de fechar as contas.

O R7 conversou com economistas, consultores e professores sobre o cenário. A opinião deles é unânime: não é hora de fazer truques. É preciso fugir de ‘pedaladas’ com as contas pessoais, não postergar dívidas e proteger as economias de investimentos ruins. Mas dá até para se arriscar em um negócio pessoal, afinal, a crise traz oportunidades que não aparecem nos tempos de bonança.

O ano de 2015 foi embora deixando como legado uma série de notícias negativas: recessão, inflação alta, taxa de juros elevada, aumento da conta de luz, ondas de demissões e dólar acima de R$ 4 pela primeira vez desde a criação do Plano Real.

A inflação, por exemplo, deve fechar 2015 em 10,8%, segundo estimativa do Banco Central, algo que não é visto desde 2002. E o desemprego já deixa 9 milhões de brasileiros sem ocupação — com previsão de ultrapassar os 10 milhões nos próximos meses.

Por isso, é preciso proteger o próprio emprego, e a melhor forma de fazer isso é estudar e se capacitar, já que o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo.

“Agora não é mais selecionar o joio do trigo, é selecionar o melhor trigo. É isso que as empresas estão fazendo”, diz a assessora de carreira da Catho Larissa Meiglin.

Para quem tem dívidas, o melhor é se livrar delas o quanto antes — se isso não for possível, renegocie e mantenha os pagamentos em dia. Com os juros altos, a regra é cortar despesas extras e escapar de gastos supérfluos.

Contar com empréstimos dos bancos também não é uma boa opção. O acesso ao crédito está cada vez mais restrito e caro, sobretudo para investimentos de longo prazo, como a compra de carros e imóveis. O mercado prevê que a taxa básica de juros (Selic) chegue a 15,25% ao ano (hoje está em 14,25%).

“Quem tem dinheiro para pagar à vista terá mais poder de barganha do que em 2015. Mas quem precisar financiar vai encontrar um cenário de juros altos e crédito relativamente mais baixo do que agora”, diz o economista Luciano D’Agostini, do Cofecon (Conselho Federal de Economia).

Risco e oportunidades

Mas, afinal, o que dá para fazer? Para quem tem dinheiro guardado e não quer correr riscos, invista bem.

É preciso fugir da poupança e procurar investimentos conservadores atrelados aos juros ou à inflação, como os títulos do Tesouro Nacional.

E para os mais ousados, pode ser a hora de virar patrão. Aquele dinheiro do Fundo de Garantia ou suas economias podem ajudar na hora de abrir o próprio negócio. A crise, segundo os especialistas, pode ser uma janela de oportunidade.

“Crise é uma coisa que sempre existiu e sempre vai existir. A crise normalmente depura a incompetência da economia. Na crise, ou você faz mais pelo mesmo valor, ou faz a mesma coisa por um custo menor”, diz o consultor Jorge Duro, diretor da empresa Mercadata e professor da PUC do Rio de Janeiro.

— As pessoas ficam esperando para empreender na bonança, mas aí vai ser ele e toda a torcida do Flamengo. Mas vai ser um bom momento para aproveitar essa oportunidade. E quando o momento da economia virar, você já vai estar decolando.

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