Daniela Tanikawa: gordura enriquecida com células-tronco reabilita pacientes com deformidades

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SÃO PAULO, 28 de outubro de 2015 /PRNewswire/ -- O uso de enxertos de gordura potencializados com células-tronco, voltado para reconstruções de deformidades estéticas, foi a pesquisa inédita divulgada durante o 1º Fórum sobre células-tronco da R.Crio - centro de tecnologia celular, especializada em armazenamento de células-tronco.

Legenda Foto: Daniela Tanikawa expõe pesquisa durante fórum sobre células-tronco, em São Paulo

Em fase de teste com crianças que possuem microssomia craniofacial – doença que atinge uma em cada 5600 indivíduos, e segunda anomalia congênita mais comum na região da cabeça e pescoço - do hospital Menino Jesus, de São Paulo, o procedimento promete revolucionar o mercado de cirurgias estéticas, como no caso de mulheres que passaram por mastectomia, por conta do câncer de mama, além de pessoas com deformidades, como explica a pesquisadora Daniela Tanikawa.

"Quando extraímos 200 ml de gordura abdominal e enxertamos em pacientes com deformidades na face, não sabemos precisar o tempo que o material ficará no organismo. Infelizmente a sobrevida dos tecidos são desconhecidas, por conta da falta da vascularização sanguínea na região", conta.

Ainda de acordo com ela, em muitos casos os pacientes precisam fazer de quatro a cinco aplicações de gordura para se obter um resultado satisfatório. Contudo, pesquisas recentes realizadas em laboratório já mostraram que aplicações de gordura enriquecida com células-tronco possuem uma eficácia de até 75% quando comparado aos métodos tradicionais, onde o organismo chega a absorver até 50% da gordura injetada, em um prazo de cinco anos.

"Verificamos em pesquisas, que pacientes que receberam células-tronco registraram um aumento de 73% na retenção do enxerto. Além disso, o material enriquecido possui capacidade de formar vasos sanguíneos, o que impede sua absorção pelo organismo", ressalta Daniela. "As células-tronco quando aplicadas em feridas cutâneas permitem uma cicatrização mais rápida, o que já foi provado em teste com ratos em laboratório".

Considerado um procedimento de baixo custo, uma vez que o paciente não precisa ficar internado por vários dias, a pesquisadora destaca ainda a melhora na qualidade de vida dos indivíduos, que na maioria das vezes também precisam passar por cirurgias para corrigir alterações na mandíbula. "Pesquisas americanas já constaram um aumento das fibras elásticas da região que passou pelo procedimento, incluindo melhora na espessura da derme", aponta.

Ainda em fase de teste, a médica disse que não existe prazo para que o procedimento passe a ser institucionalizado na rede médica, uma vez que a pesquisa precisa passar por várias etapas até ser aprovada. Contudo, para Daniela este já pode ser considerado um grande avanço da medicina, já que no futuro a técnica poderá ser utilizada também em correções estéticas de outras naturezas.

Por Fellipe Aquino

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(Foto: http://www2.prnewswire.com.br/imgs/pub/2015-10-28/original/2709.jpg)

FONTE Daniela Tanikawa

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