Breno vira abstêmio, rejeita psicólogo e até ri de piadas sobre cadeia

Gazeta Esportiva

Voltar a jogar futebol profissionalmente após quatro anos – participou de boa parte do segundo tempo do empate por 1 a 1 com o Corinthians no domingo, no Morumbi – tirou de Breno qualquer trauma do período preso na Alemanha. O zagueiro do São Paulo se sente renovado após virar abstêmio, não pensa em recorrer à ajuda de um psicólogo e já nem se importa mais em ser alvo de gozações por ter incendiado a própria casa onde vivia na Europa.

“Nunca tive problema psicológico. O que aconteceu na minha casa foi um acidente por causa de bebida. É como todo mundo que toma um pouco… Um pouco, não. Foi muito exagerado o que bebi. Saí de mim. Mas nunca precisei de psicólogo”, garantiu um sorridente Breno, com os olhos marejados e ligeiramente perdidos, citando o amparo que recebe no São Paulo como suficiente para retomar a trajetória profissional.

Não são apenas palavras carinhosas, contudo, que o defensor escuta no seu dia a dia do CT da Barra Funda. Nesta segunda-feira, antes de falar com a imprensa, ele encontrou o volante Wesley na sala de fisioterapia, que não perdoou: “Nossa, legal que o Breno vai dar entrevista coletiva. Ele estava preso até dias atrás”.

Breno achou graça da piada de Wesley. “Gosto das brincadeiras sadias, levo numa boa”, afirmou o jogador, que não sairá do sério nem quando o caso de incêndio for utilizado como artimanha por adversários. “Podem me provocar. Sou um cara tranquilo. Não ligo para isso.”

Ele passou a dar ainda menos importância para o drama pessoal depois de voltar a defender o São Paulo em uma partida oficial. O zagueiro contou que se surpreendeu ao ser chamado pelo colombiano Juan Carlos Osorio para substituir Hudson contra o Corinthians, o que deixou a esposa e os dois filhos também emocionados no Dia dos Pais.

“Se eu sou um exemplo? Por quê?”, sorriu Breno. “Sou um exemplo para os meus filhos. Sei o que fiz, mas paguei pelo meu erro. Sempre falo para a minha família ficar de cabeça erguida porque arquei com as consequências. Agora é só pensar em coisas boas, no São Paulo”, completou o zagueiro, que teve dificuldades para dormir após o clássico.

O que não causa mais insônia no são-paulino é a Alemanha. Com as piadas e sem os psicólogos, Breno garantiu até que voltaria a trabalhar no país onde esteve preso, apesar de defini-lo como “frio, com pessoas difíceis de lidar”. Até porque já sabe como controlar as suas emoções. “Bebida alcoolica é uma coisa muito complicada. Não coloco mais nada de álcool na boca. Quando me oferecem, já falo que não bebo mais”, avisou o novamente jogador de futebol.

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