lya luft

Pode ser mais simples

Almas aflitas, inseguros no turbilhão de informações corretas ou tresloucadas que nos confundem, em que até altas figuras fazem e refazem, decidem e se enrolam, vivemos vulneráveis a toda sorte de

O grande silêncio

A maior parte das coisas nesta nossa vida não se explica, e não parece ter muito sentido. A morte é uma delas. Minha primeira experiência foi a pomba-rola congelada que encontrei nas lajes do pátio,

"Ser feliz"

Certa vez, em lugar de "perdas" escrevi "peras", num texto qualquer. Ao revisar, eu ia corrigir, mas achei que seria bem mais interessante deixar como estava. Pois, lendo aquilo, as pessoas um dia

De primeira necessidade

Às vezes, paro para pensar – na verdade, faço isso com muita frequência, minha mãe já reclamava, "essa menina sempre no mundo da lua". Naquele tempo, eram sonhos. Hoje ainda são, mas dali resultam

A paciência e seus limites

Nem sempre as ditas virtudes são positivas: vejamos a humildade e a paciência. Humildade demais pode ser problema de baixa autoestima; paciência ilimitada pode ser fraqueza, negação da realidade, medo

O humano e o desumano

Não, eu não costumo sofrer do chamado "bloqueio de escritor". Exceto num período muito sombrio da minha vida, em que fiquei alguns anos sem escrever, só traduzindo, em geral a página em branco, ou

Atrás do biombo

Raramente comento aquilo que estou escrevendo. Há meses, comecei um novo livro, e posso até ter partilhado com os leitores desta coluna alguma coisa como: o nome seria A Caixa de Pandora, o assunto

Do fundo das águas secretas

"O que são essas coisas que ficam se mexendo dentro da minha cabeça?", perguntou a criança ao seu pai, que riu e disse algo como "São teus pensamentos, são as palavras. Todo mundo tem isso, todo mundo

Não é dos espertos

"O mundo é dos espertos", me disseram um dia, ou rolou numa conversa da qual eu participava talvez sem prestar muita atenção. Fiquei pensando nisso, e repensei muitas vezes nestes tempos bizarros em

Morte e renovação

Outro dia, falei com uma plateia muito simpática, de uma empresa que partilhava com funcionários um momento de inovações. Difícil não inovar nestes tempos tumultuados, de competições às vezes

Essas datas

Nessas datas como Natal, virada de ano e outras, muitos têm olhos mais brilhantes e se sentem mais contentes – ou porque sua crença religiosa lhes confere isso, ou porque vão reunir pessoas amadas,

O luxo do simples

Escutei na tevê essa frase tão óbvia e simples, que acabei achando um luxo: "Hoje em dia, a simplicidade é um luxo; e outro luxo é o tempo". Postei no meu Face, muita gente marcou, pensa assim também.

Para não dizer adeus

Publiquei há alguns anos um livro de poemas com esse título, e, porque gosto dele, roubo-o de mim mesma para este artigo. Vivemos, entre perdas e ganhos (pra falar de outro livro, pois livros são o

Maternidades

Talvez o assunto esteja esgotado em termos literários. Ainda haverá o que escrever em poemas, crônicas, romances e contos sobre essa experiência transformadora e inigualável, para algumas

O grande silêncio da morte

Há coisas que fazem emergir o pior de alguns seres humanos, aprendi cedo com meu pai. Separação, sucesso, doença, morte e inventário. Já observei em casos de separação pessoas que um dia se amaram,

Canção das mulheres

(Há vários anos, publiquei, possivelmente aqui mesmo, na minha primeira passagem por esta casa, uma coluna com esse título, e coloquei também num livro, Pensar é Transgredir. Hoje, nesta semana de

Entre flores e adubo

Se a gente cultiva o bom, o belo, o amoroso – dentro do possível –, do resto, nestes dias, o país e o mundo se encarregam. Escrevi aqui, postei no Face, acredito nisso, e me esforço. Mas, vamos
Lya Luft é a entrevistada de hoje do programa Conversa com Roseann Kennedy

Lya Luft é a entrevistada de hoje do programa Conversa com Roseann Kennedy

Roseann Kennedy entrevista a escritora Lya Luft Gustavo Roth/Fundação Piratini Em seu programa de hoje (8) na TV Brasil, a jornalista Roseann Kennedy entrevista a escritora Lya Luft, a partir das

Ainda me espanto

Até algum tempo atrás, eu quase me vangloriava de dizer que nada mais me espantava neste mundo. Depois, mais humilde, dizia "pouca coisa me espanta". Hoje, eu me espanto a toda hora.Por isso, nestes

Canção dos homens

(Primeiro, uma erratinha: na "Canção das mulheres" , do fim de semana passado, omiti — mea-culpa — uma palavra essencial: "Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta,