Lava Jato está preparando uma nova operação boca-de-urna?

Facebook
VKontakte
share_fav

Categoria:

Justiça
Cíntia Alves

Se os procuradores calcularam a propina de todo o esquema e encontraram valor equivalente apenas nas contas associadas ao principal investigado (um ex-gerente da Transpetro), por que ainda há espaço para a tese - feita apenas com base em "ouvi dizer" - de que há agentes políticos envolvidos?

Jornal GGN - Chama atenção a notícia publicada pelo Estadão com base na denúncia apresentada pelos procuradores de Curitiba, na quarta (13), contra um pequeno grupo de empresários e ex-agentes públicos que teriam negociado propina na Transpetro. Quando Sergio Moro autorizou as ações de busca e apreensão e outras diligências nesta que é a 47ª fase da Lava Jato, a velha mídia manchetou que o esquema de R$ 7 milhões atingiria o PT. Mas na denúncia entregue pela turma de Deltan Dallagnol, não há uma linha sequer sobre quem são os petistas suspeitos de terem sido beneficiados.

O que há contra o PT, até o momento, são frases genéricas arrastadas de outras ações penais da Lava Jato, sobre como o caso Transpetro repete o que o ocorreu na Petrobras, com cargos tendo sido distribuídos "no interesse do Partido dos Trabalhadores – PT, do Partido Progressista – PP e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB com o objetivo de arrecadação de propinas."

Pelo modus operandi já conhecido da Lava Jato, o que deve ocorrer é que os denunciados desta fase - que já estão presos - serão transformados em réus por Moro, condenados e, antes ou depois disso, sucumbirão à pressão do Ministério Público - que envolveu familiares na peça de acusação - e aceitarão um acordo de delação premiada no qual terão de citar agentes do PT. Tudo isso em pleno 2018, ou seja, em meio à eleição majoritária.

Imagens para texto

leia mais

ver Blog do Luis Nassif
#luis nassif online
#cíntia alves
#operação boca de urna