Crítica: Liga da Justiça pode significar o retorno dos filmes da DC ao pódio

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Pela primeira vez no cinema, pudemos acompanhar uma das uniões mais importantes do Universo HQ, a Liga da Justiça. Criada nos quadrinhos e formada por heróis de grande popularidade do universo DC, já conhecíamos várias animações muito boas, mas no cinema era uma grande aposta?

A Marvelizção da DC

No primeiro trailer de Liga da Justiça, houve grande curiosidade sobre o tom do filme. Com o sucesso dos filmes da Marvel e o insucesso dos da DC, salvo Mulher Maravilha, tudo indicava que o filme seria mais leve, para agradar mais ao público. Isso traz uma grande preocupação, pois essa marvelização, acredito que muitos pensam igual, não seria benéfica para os heróis da DC.

De fato a leveza do tom ocorreu, porém, não foi tão intenso a ponto de perder a característica mais sombria que estamos acostumados. Em certos momentos, acredito que houve alguns exageros em piadas deslocadas, mas melhoraram bastante em relação aos outros filmes. Batman, o heróis mais carrancudo e coração peludo, ficou mais engraçadão, infelizmente. O filme é lotado de tiradas para fazer o espectador dar aquele sorriso e respiro. Funcionou em boa parte, mas em alguns pontos foi desnecessário.

Os heróis estão unidos para a Liga da Justiça

Liga da Justiça ocorre logo depois dos eventos de Batman Vs Superman, ou seja, da morte do Kryptoniano. O mundo está de luto. Não apenas isso, uma bagunça. Desorientado, desgovernado, anarquizado. Batman (Ben Affleck) está cansado de lutar, Mulher-Maravilha (Gal Gadot) se esconde nas sombras e apenas aparece quando a ameaça é extraordinária.

Foi então que uma invasão alienígena começa a assolar o Planeta e os humanos precisam de seus heróis. Bruce e Diana buscam aliados para combater um inimigo de poder inimaginável. Sendo assim, recrutaram Flash (Ezra Miller), Ciborgue (Ray Fisher) e Aquaman (Jason Momoa) para formar a Liga da Justiça.

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Não posso deixar de comentar uma cena extremamente especial. Ao contar rapidamente a história de Steppenwolf (Ciarán Hinds), pudemos ver nas antiguidades a junção dos exércitos para enfrentar o vilão. Homens, deuses antigos (Zeus, Athena), Amazonas, Atlantes e até o Lanterna verde, juntos para combater essa ameaça há 5 mil anos atrás.

Também pudemos ver um pouquinho de Atlântida e Mera. As cenas foram rápidas, mas suficientes para deixar-nos animados para o filme do Aquaman.

Superman está de volta

A ameaça chamada Steppenwolf, que não é o cantor, mas nasceu para ser selvagem, é Tio de Darkseid e extremamente poderoso. O vilão tem como objetivo juntar as três caixas maternas e conquistar o planeta para seu sobrinho. Os heróis sofrem bastante com o poder cósmico do malfeitor e são obrigados a recorrer a uma manobra de risco – Superman (Henry Cavil).

Vale ressaltar que a maneira com que o Super é integrado no filme pode ser um motivo de crítica para os fãs do quadrinho, mas eu achei bem interessante e também contribuiu para a narrativa e pode ter a ver com uma questão bem importante relacionada ao poder do herói.

As cenas com o Kryptoniano são interessantes, porém apenas as que envolvem batalhas. A trama familiar, feita para humanizar o herói, poderia ser eliminada que não faria nenhuma falta. Com Superman está de volta, a Liga da Justiça está completa e altamente poderosa.

Estreia de responsa

Tanto Flash, quanto Ciborgue e Aquaman fazem a sua estreia na telona (salvo aparições de segundos nos outros filmes).

Ciborgue está muito bem. Contribuiu com uma grande importância para a história, a qual mostra a origem do personagem de maneira bem rápida, pois haverá um filme solo para trabalhar isso. O herói meio humano e meio máquina faz parte da trama e traz um sentido interessante para a narrativa.

Aquaman está ótimo. Momoa conseguiu trazer carisma e personalidade para o herói na maioria das cenas. Aquaman demonstrou alguns de seus poderes e foi além, dando um ar muito divertido e contrastado com a equipe.

Agora Flash roubou a cena. Dizer que Ezra Miller é um ótimo ator é chover no molhado, mas o que ele fez com Flash, coloca Barry Allen da série no chinelo. O ator tem um timing perfeito para os diálogos, as piadas encaixam bem, são boas e bem proferidas. Totalmente mérito do ator.

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Vale destacar que os efeitos da pós produção, os quais são usados a TODO MOMENTO, foram bem trabalhados. Flash, Aquaman, Ciborgue e Steppenwolf exigem muito desse quesito. O vilão sofre um pouco com alguns lip syncs, mas nada que tirasse o clima da cena.

Papo vai, papo vem

Uma das coisas que a DC precisa de verdade é melhorar seus diálogos. Os atores que interpretam os heróis são ótimos, muito capazes de trazer seja profundidade, seja leveza, com textos mais interessantes. Mesmo assim, está infinitamente superior do que Batman Versus Superman.

Muitos vão dizer que é um filme de super herói e que a narrativa empregada não exige diálogos complexos, mas Tarantino consegue fazer um papo sobre Cheeseburger ser interessante, ou seja, não custa nada tratar esse aspecto com mais carinho. Sim, as cenas de ação e batalha são o motivo de levar o público ao cinema, mas as conversas podem abrilhantar ainda mais o espetáculo.

É pau, é pedra é o fim do caminho

A Liga da Justiça é um filme que fala a que veio muito cedo e isso é ótimo. Toda aquela historinha de origem de personagem foi deixada de lado, o que contribuiu para dinamizar o filme.

Steppenwolf começa cedo os trabalhos, logo, os heróis precisam rapidamente entrarem em batalha. O vilão é um grande e bom motivo para fazer com que os personagens lutem em prol de uma causa, mas não deixa de contribuir para o bom andamento da história. Tirando o fato do Super ser muito roubado (OP, Poderoso), vimos cenas muito boas de luta entre eles. Todas com uma pitada especial de Flash, animando sempre que está em cena.

A história corre bem e tem um desfecho esperado, porém aconselho a ficar nas duas cenas pós-créditos. Uma trará boas recordações para os fãs de HQ e das animações, já a outra pauta o seguimento da vida da DC no cinema, com direito a um personagem bem legal.

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Veredito de Liga da Justiça

Liga da Justiça é o melhor filme da DC nesse momento atual do cinema. Atuações sólidas, personagens muito bem feitos, cenas de batalha bem legais, um bom vilão e um ritmo adequado nos fazem pensar que finalmente a DC pode estar num bom caminho. Escorrega em detalhes citados anteriormente, como diálogos rasos, desbalanceamento de poder (Síndrome Dragon Ball – sem spoiler para não perder a graça) e humor excessivo para o coração peludo, sem alma e sem sorrisos do Batman. De qualquer maneira, vale super a pena assistir o filme no cinema. Recomendo fortemente.

Trailer


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