​O câncer em primeira pessoa

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A primeira vez que um médico – o cirurgião Mariano Díaz Miguel – me falou sobre um carcinoma in situ, que em alguns países é considerado pré-câncer, não consegui responder. Só ouvia a palavra câncer. Não sabia nada sobre tipos ou prazos, mas fiquei sabendo tudo sobre o terror. Eu tinha 47 anos. Havia ido fazer um check-up de rotina e não conseguia parar de chorar. Depois de uma cirurgia com preservação de quase todo o seio e radioterapia, em quatro meses eu o deixei para trás. Na segunda vez que me diagnosticaram câncer, não precisei ouvir isso do cirurgião. Seu rosto traiu que a biópsia não era boa. Estava infiltrado. Além da cirurgia e da radioterapia, eu precisaria de quimioterapia. Não chorei. Não é que em três anos eu tinha me tornado corajosa, é que tinha aprendido algo sobre essa epidemia que, em muitos casos, se tornou uma doença crônica com a qual é urgente saber conviver.

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