As mulheres de balaclava da artista brasileira Camile Sproesser

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A mesma carapuça serve para pilotos, ladrões, terroristas, black blocs, alpinistas e policiais. Homens, na maioria das vezes. Seja para proteger seus rostos de uma explosão, do frio, ou esconder suas identidades. Nas pinturas da artista visual Camile Sproesser, 31, quem usa as balaclavas são as mulheres.

Com peitos assimétricos, cinturas finas ou ancas enormes, barrigas salientes, púbis peludas ou depiladas, a série Balaclava Vênus mostra a diversidade dos corpos femininos, não só cisgênero, mas também transgênero — por isso algumas delas têm pênis.

Arte: Camile Sproesser

"O corpo da mulher, tenha ela nascido ou se tornado uma, é um campo de batalha", justifica a artista paulistana, que, para fazer as ilustrações em aquarela, buscou referências em fotos de minas peladas na internet e diz ter ficado assombrada. "Sob a ótica do desejo masculino, a padronização da nudez feminina se transforma em objeto infantilizado e sem potência, sem pelos, sem dobras, sem marcas."

O entendimento dessa diversidade partiu também de uma experiência pessoal da própria Camile, que sempre detestou certos genes que herdou das mulheres de sua família. "Minha bunda é grande e desajeitada, assim como eu. Estou aprendendo a gostar do meu corpo e me olhar de novo", revela.

Olhe algumas ilustrações abaixo e, se preciso, olhe de novo. Saque mais ilustrações da série Balaclava Vênus neste link e outros trampos da Camile Sproesser no site dela.

Arte: Camile Sproesser

Arte: Camile Sproesser

Arte: Camile Sproesser

Arte: Camile Sproesser

Arte: Camile Sproesser

Arte: Camile Sproesser

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