Santista de coração, Jean Mota se espelha em amigo Moisés para deslanchar

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Após 23 jogos e dois gols na última temporada, Jean Mota quer alçar voos mais altos em 2017 (Foto: Ivan Storti/Santos FC)
Após 23 jogos e dois gols na última temporada, Jean Mota quer alçar voos mais altos em 2017 (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Após 23 jogos e dois gols na última temporada, Jean Mota quer alçar voos mais altos em 2017 (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Fugindo de pressão e pensando sempre em não deixarem portas fechadas no futuro, os jogadores de futebol dificilmente revelam seus clubes de coração. No Santos, porém, um atleta em especial não tem medo de mostrar sua torcida. Logo em seu primeiro dia no Peixe, lá em 2016, o meia Jean Mota, que foi contratado junto ao Fortaleza em junho ano passado pelo valor de R$ 800 mil, revelou que é santista desde pequeno.

Desde então, o jovem se adaptou rapidamente, atuou em 23 jogos, marcou dois gols e assumiu o posto de 12º jogador do alvinegro, sempre entrando bem no segundo tempo e ajudando a equipe comandada por Dorival Júnior. Segundo ele, as boas atuações superaram as expectativas.

“Foi melhor do que eu esperava. Um ano muito positivo, onde fiz um primeiro semestre excelente no Fortaleza. De 35 partidas eu joguei 33 e tive uma boa sequência. Fui eleito o melhor do Campeonato Cearense e vim para o Santos. Aqui eu superei minhas expectativas. Achei que viria só para compor o elenco e ter poucas chances. Mas acabei recebendo várias oportunidades, pois o time estava precisando por conta da ausência de vários jogadores, como o Lucas Lima, Vitor Bueno, etc. Pude ter uma boa sequência e se brigamos até as últimas rodadas pelo Brasileirão do ano passado foi porque eu pude ajudar de alguma forma”, ressaltou Jean Mota, em entrevista exclusiva para a Gazeta Esportiva.

Após ganhar a confiança do técnico Dorival Júnior, o meia quer alçar voos mais altos em 2017. E para alcançar a titularidade no alvinegro, o santista se espelha em um velho amigo que atua no rival Palmeiras.

O volante Moisés, campeão brasileiro com o Verdão na última temporada, jogou ao lado de Jean entre 2012 e 2014 na Portuguesa. Após dois anos atuando juntos, o palmeirense acabou transferindo-se para o NK Rijeka, da Croácia, antes de chegar ao alviverde. O meia santista, por sua vez, seguiu na Lusa até 2015 e foi para o Fortaleza, onde se destacou e chamou a atenção da diretoria do Peixe.

“Ele (Moisés) tem uma trajetória linda na carreira. Conseguiu ser campeão. É um jogador que tive o prazer de trabalhar. Atleta sério e de muita qualidade. Pude aprender muito com ele na Portuguesa, me dava muitos conselhos. Espero seguir os passos dele para ter mais oportunidades neste ano, conquistá-las e ganhar títulos importantes, como ele conseguiu no Palmeiras”, revelou o atleta de 23 anos.

Longe dos holofotes, Jean Mota chegou ao Santos em junho de 2016 (Foto: Ivan Storti/Santos FC) O meia de 23 anos foi comprado junto ao Fortaleza. Na ocasião, o Peixe pagou R$ 800 mil ao time cearense (Foto: Ivan Storti) Indicação direta de Dorival Júnior, Jean virou o 12º jogador do alvinegro em 2016 (Foto: Ivan Storti/SFC) Em 2015, o meia marcou o gol de honra da Portuguesa na derrota para o Santos por 3 a 1, em jogo válido pelo Paulistão, no Pacaembu ( Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press) No Fortaleza, Jean Mota virou xodó dos torcedores, que lamentaram sua saída para o Santos no meio do ano passado (Foto: Divulgação) Após atuar ao lado de Moisés na Lusa, Jean Mota quer seguir os passos do volante palmeirense para brilhar no alvinegro em 2017 (Foto: Fernando Dantas/ Gazeta Press)

O sonho de conquistar a titularidade no Peixe, porém, ficou mais complicado para Jean Mota. Mesmo após a boa temporada em 2016, o jogador ganhou a concorrência de mais quatro atletas. Além dos reforços Vladimir Hernández e Bruno Henrique, o meia viu os atacantes Thiago Ribeiro e Arthur Gomes começarem o ano com gols e boas atuações.

Mesmo assim, Jean acredita que as oportunidades aparecerão ao longo da temporada, principalmente por conta das várias competições que o alvinegro disputará ao longo de 2017.

“A gente treina e trabalha para isso (ser titular). Quero jogar.. Claro que aqui tem jogadores de qualidade e de seleção. Mas eu estou brigando, sempre treinando bastante e melhorando. Mesmo não sendo titular, a ideia é sempre dar conta do recado quando entrar para ajudar a equipe. A pré-temporada serviu para a gente adquirir mais entrosamento e melhorar as condições físicas para os vários campeonatos que vamos disputar. E como serão muitos, com certeza também vão aparecer outras oportunidades”, concluiu Jean Mota.

Leia a entrevista completa com o meia do Peixe:

Gazeta Esportiva – Você chegou ao Santos no meio do ano passado, vindo de um time da Série C, que é o Fortaleza. Além disso, você também já declarou várias vezes que o Santos é o seu time do coração. Como você define o que foi 2016 na sua carreira? Foi um ano positivo?

Jean Mota – “Foi melhor do que eu esperava. Um ano muito positivo, onde fiz um primeiro semestre excelente no Fortaleza. De 35 partidas eu joguei 33 e tive uma boa sequência. Fui eleito o melhor do Campeonato Cearense e vim para o Santos. Aqui eu superei minhas expectativas. Achei que viria só para compor o elenco e ter poucas chances. Mas acabei recebendo várias oportunidades, pois o time estava precisando por conta da ausência de vários jogadores, como o Lucas Lima, Vitor Bueno, etc. Pude ter uma boa sequência e se brigamos até as últimas rodadas pelo Brasileirão do ano passado foi porque eu pude ajudar de alguma forma. Fora que eu aprendi bastante com todos os jogadores experientes do clube. Foi um ano excepcional”

Gazeta Esportiva – E o que você espera para este ano? Em 2016 você chegou no meio da temporada e agora fez o trabalho desde início com o elenco. Isso faz diferença?

Jean Mota – “É muito importante. Sabemos que aqui tem profissionais de qualidade e começamos o ano com um trabalho intenso. E vai ser bom para o entrosamento também, né. Pois como cheguei no meio de 2016 e era jogo de quarta e domingo, não tive muito tempo para treinar com meus companheiros. E a pré-temporada serviu para a gente adquirir mais entrosamento e melhorar as condições físicas para os vários campeonatos que vamos disputar. E como serão muitos, com certeza também vão aparecer outras oportunidades”.

Gazeta Esportiva – O volante Moisés, que já jogou com você na Portuguesa entre 2012 e 2014, assumiu a titularidade do Palmeiras na última temporada e foi campeão brasileiro. Queria saber como era a relação de vocês na Lusa e se você quer seguir os passos dele para conseguir deslanchar no Peixe neste ano?

Jean Mota – “Ele tem uma trajetória linda na carreira. Conseguiu ser campeão. É um jogador que tive o prazer de trabalhar. Atleta sério e de muita qualidade. Pude aprender muito com ele na Portuguesa, me dava muitos conselhos. Ele saiu da Lusa e foi para a Croácia. Eu não pude sair do Brasil na ocasião, mas graças a Deus consegui chegar no Santos, que é um time muito grande. Espero seguir os passos dele para ter mais oportunidades neste ano, conquistá-las e ganhar títulos importantes, como ele conseguiu no Palmeiras”.

Gazeta Esportiva – E qual a sua expectativa para jogar uma Libertadores? Neste ano o Santos volta a disputar o torneio após quatro anos de ausência. O que você espera dessa competição? Existe uma ansiedade?

Jean Mota – “Com certeza, né. Será minha primeira Libertadores. Sempre acompanhei pela TV. É um campeonato muito diferente, com muita pegada. E agora mudou, né. Vai ser o ano inteiro. Vão ter muitos jogos para mostrarmos nosso trabalho, isso gera uma ansiedade sim. O Santos é um clube grande e sempre vai brigar por títulos. A gente espera fazer uma boa Libertadores para ser campeão ou chegar o mais longe possível”

Gazeta Esportiva – E como você vê essa concorrência com a chegada de mais seis reforços para a temporada. Ainda dá para pensar em titularidade no clube?

Jean Mota – “A gente treina e trabalha para isso, né. Quero jogar, quero ser titular. Claro que aqui tem jogadores de qualidade e de seleção. Mas eu estou brigando, sempre treinando bastante e melhorando. Mesmo não sendo titular, a ideia é sempre dar conta do recado quando entrar para ajudar a equipe”.

Gazeta Esportiva – Na sua apresentação aqui no Santos em 2016 você disse que é torcedor do clube. Desde quando você começou a torcer pelo Peixe? O que fez você virar santista?

Jean Mota – “Eu assistia Robinho, Diego, Elano, Renato e aquele time de 2002 encantando o Brasil. Um celeiro de craques. O título de 2002 me incentivou a virar torcedor. Meu vô também já era santista e isso ajudou bastante. Mas o Santos sempre teve um futebol alegre, com jogadores jovens, teve Neymar e Ganso também. Quando somos crianças nos espelhamos nos grandes jogadores e no futebol bonito. Isso contagia a criançada e me contagiou”

Gazeta Esportiva – Aproveitando que você do time de 2002, como é para você assistir Renato e Elano na infância, e hoje estar aqui ao lado deles? É meio louco isso, né?

Jean Mota – “É um sonho de criança realizado, de pisar na Vila Belmiro e jogando aqui. Na primeira vez que vesti essa camisa passou um filme na minha cabeça. É muito gratificante. Sem contar a chance de ver meus familiares felizes por mim. O ano de 2016 foi maravilhoso e estar nesse clube foi a melhor coisa que me aconteceu”

Gazeta Esportiva – Essa é uma pergunta que você já deve ter ouvido outras vezes, mas a maioria dos jogadores tem o sonho de jogar na Europa. Com você isso acontece também? Você tem esse pensamento ou quer ser ídolo no clube do seu coração?

Jean Mota – “Todo jogador quer ser ídolo no Santos. Excelentes jogadores já passaram por aqui. Por ser torcedor desde pequeno, eu quero fazer minha história no Peixe e conquistar títulos. Claro que a gente pensa na Europa, mas esse é um passo para ser dado lá na frente. Espero primeiro ser ídolo aqui e só lá na frente pensar em jogar uma Champions League, que é um sonho também”.

Gazeta Esportiva – Tem algum clube da Europa que você gosta bastante e tem vontade de jogar algum dia?

Jean Mota – “O Barcelona, né, não tem como. Todo jogador tem a vontade de jogar no Barcelona. Ver Neymar e Messi jogando é uma aula. Quem sabe chegar no Barcelona algum dia. Temos que sonhar, né. Mas se isso não acontecer, que eu possa jogar na Europa e até jogar contra o Barça. Será um sonho realizado”

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