Houston, nós temos toneladas de problemas.

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Só pensando na Dolores que eu sei…

Existe a percepção de que fora Apollo 13 e a Challenger a NASA erra muito pouco, mas eles são, ao menos nas partes abertas ao público, humanos, e pessoas erram. Há procedimentos para para lidar com isso, a NASA adora procedimentos, mas enforcar o estagiário não faz parte deles.

Quer dizer, eles enforcam mas por diversão: o real causador do problema não é punido, o objetivo é aprender com os erros e disseminar essa informação. Tanto que há uma tradição, que virou website e a NASA chama de “Lição Aprendida”.

Exemplo: quando a primeira sonda Viking foi lançada para Marte, foi detectada uma aceleração misteriosa, tirando a sonda de curso, correções de trajetória foram necessárias. Depois de muita investigação descobriram que a culpa era de materiais porosos como mantas térmicas e o paraquedas, que estavam saturados de ar e aos poucos vazando para o espaço.

Isso mudou os procedimentos relacionados a projeto e instalação de materiais que acumulem ar.

Outra: em 1970 durante os testes da Mariner’71 um fusível queimou. Só que os projetistas tinham colocado aquele fusível fora da caixa de fusíveis, no fundo de um monte de circuitos, a sonda teve que ser quase toda desmontada. No final foi enviada ao fabricante, que levou entre 7 e 10 dias.

7 a 10 dias para trocar um fusível. Só podia mesmo ser projeto de governo.

A lista completa você acha no site Lessons Learned, onde a NASA lista os erros cometidos por instituição e por categoria, mas a Grande Lição é que varrer erros para debaixo do tapete não é produtivo.

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