CCXP 2016 — os podcasts (e os ouvintes) mostram a sua força

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Podcast. Tem quem não acredite que o “programa de rádio na internet” seja forte o bastante para ser considerado um formato de mídia como todos os outros e por isso mesmo, passível de ser monetizado. Muitos dizem que ninguém ouve, que o formato é amador, que são um bando de desocupados brincando de radialistas. Será mesmo?

Pois no último sábado, na CCXP 2016 essa turma deu a resposta em um painel com lotação esgotada. Ao todo quase DOIS MIL OUVINTES (dos quais muitos não conseguiram entrar) vieram prestigiar o 1º Encontro Nacional do Podcast e interagir com seus podcasters favoritos. E vale acrescentar três notas:

  • o evento reuniu mais gente que o painel do Frank Miller;
  • o Jovem Nerd não pôde participar, pois gravava um Nerdcast ao vivo no mesmo horário;
  • e também no mesmo horário a Marvel apresentava o trailer de Guardiões da Galáxia Vol. 2.

O 1º Encontro Nacional do Podcast foi uma forma de organizar uma conversa informal entre apresentadores de diversos podcasts e promover a interação deles com o público, muitos dos quais não conhecem as caras daquelas vozes. A ideia partir de Juliana “Jujuba” Vilela, da Agência Prótons e membro dos podcasts Miçangas e SciCast. A missão era não somente realizar uma grande festa, mas também mostrar que o podcast é uma força criativa e uma mídia na qual vale a pena investir.

Jujuba Vilela, da Agência Prótons e dos podcasts Miçangas e SciCast: idealizadora/organizadora do evento Da esq. para a dir.: Jujuba (co-apresentadora do evento), Cid Não Salvo (Não Ouvo), Juliana Wallauer (Mamilos), Vitor Rossi (Pelada na Net) e Luciano Pires (Café Brasil, co-apresentador) Da esq. para a dir.: Andrei Fernandes (Mundo Freak), Carlos Merigo (B9) e Jurandir Filho (RapaduraCast, Canal42 e 99Vidas) Da esq. para a dir.: Eduardo Sales (Papo de Gordo), Affonso Solano (Matando Robôs Gigantes) e Marcelo Guaxinim (Miçangas/SciCast)

Durante quase duas horas, os podcasters conversaram sobre o início da mídia, as dificuldades enfrentadas e o que esperam para um futuro próximo, onde esse formato de mídia tem o potencial de se tornar mais popular e consequentemente, mais lucrativo. E é fácil apontar os pontos positivos: é um formato leve, não depende de recursos visuais e permite a exploração de diversos formatos e assuntos. Há conteúdos para todos os gostos, desde jornalístico e científico, passando por variedades, atualidades e outros ainda com conteúdo ficcional, seja uma partida de RPG ou uma série de áudio como o Serial ou o recente Apagão, da RedeGeek.

Um evento O auditório Ultra estava tão cheio (teve gente que chegou cinco horas antes do início do evento) que não havia mais lugares para os podcasters. Conclusão: sentaram no chão mesmo. Momentos antes do início do evento: casa cheia

O Encontro Nacional do Podcast mostrou que há sim, um público para a mídia. No entanto há alguns problemas que precisam ser apontados: hoje os produtores de conteúdo sofrem com hospedagem, servidores e outros empecilhos, muitos não entendem como um feed funciona (o que não é lá muito simples, sejamos francos) e claro, não há uma plataforma centralizada que faça o meio de campo entre os podcasts e os anunciantes, até para fazê-los entender que há um público potencial consumidor muito interessante a ser explorado.

Ou melhor, não havia.

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O CloudRadio nasceu como uma ideia do ex-host do SciCast Silmar Geremia, hoje CEO da plataforma de prover uma ferramenta simples de distribuição e monetização. Ele nasce como um grande agregador de podcasts, ficando responsável por distribuição e armazenamento dos episódios. O pequeno podcaster não mais precisa se preocupar com hospedagem, limites de banda e servidores caros e sequer terá o trabalho de migrar tudo: uma vez inscrito e apontado para o lugar certo o CloudRadio se encarrega ele próprio de baixar e armazenar o conteúdo. O projeto é escalável, portanto o podcaster não precisará se preocupar com nada.

Quanto à monetização: o CloudRadio já possui contatos com diversas agências e marcas e uma vez manifestado o interesse em promover determinado produto, ele preencherá um formulário com palavras-chaves e o algoritmo do CloudRadio implementará a campanha, ligando-a a episódios disponibilizados que se alinhem com o produto. Claro, nesse formato ele só se aplica ao que já foi publicado, mas uma vez provada a viabilidade da plataforma, a negociação para fechar campanhas em futuros episódios (que precisa ser manual, já que a plataforma não é o Jucelino da Luz) se torna muito mais fácil para ambas as partes.

Da esq. para a dir.: Diogo Da esq. para a dir.: Tato Tarcan (Ultrageek) e Marcus Mendes (Loop Matinal) Interface web Interface no Android

Para os usuários, o CloudRadio funciona como qualquer agregador de podcast com uma vantagem fundamental: você não precisa saber o feed de nenhum deles, isso fica oculto. Tudo o que você tem a fazer é pesquisar por gênero, tema ou procurar o nome de um podcast que você conheça, assinar a estação e pronto: totalmente on demand, os episódios são enviados no momento do lançamento sem o menor estorvo. E mais, é possível interagir inclusive com os produtores, eles próprios os responsáveis pelas estações de seus podcasts.

O CloudRadio é completamente sincronizado, a lá Netflix: você pode começar a ouvir na web e continuar de onde parou no app para Android, ou vice-versa. A versão mobile inclusive é totalmente flexível, preparada para funcionar em todos os formatos e tamanhos de tela disponíveis no mercado.

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Agora a melhor parte: VOCÊ pode nos ajudar a melhorar o CloudRadio. O beta público já está rolando, tudo o que você precisa fazer é entrar no site oficial e criar seu cadastro com o código CRCCXP2016 até o dia 10/12. A partir daí você poderá testa-lo tanto via web quanto no app para Android (a partir do 4.1 Jelly Bean). Uma versão para iOS está em desenvolvimento e conforme os pedidos sejam significantes, uma para Windows Phone poderá aparecer também.

Entre, participe e contribua para que possamos fazer da plataforma um YouTube para podcasts, completo, simples e acessível. E onde todos ganham, até você.

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