Hitler e Bruce Springsteen: bons livros que merecem ser lidos

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BLITZED: DRUGS IN NAZI GERMANY — Norman Ohler

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US$ 47,99 (IMPR.), US$ 28,19 (E-BOOK)
Finalmente um livro realmente diferente entre as centenas sobre nazismo e Segunda Guerra Mundial já publicadas. O escritor alemão Norman Ohler estava fazendo pesquisas para escrever um livro de ficção quando descobriu documentos que registravam de forma minuciosa o consumo de drogas na Alemanha de Hitler. Cocaína, heroína e morfina faziam parte da combinação, mas a principal era a metanfetamina – comprimidos eram dados para impulsionar os soldados em campanha. Já o líder nazista virou um viciado na prática, com um médico de confiança lhe dando tudo de que precisava para manter o pique. A decadência física que Hitler viveu em seus últimos dias no bunker, em 1945, se deveria à abstinência das drogas que o “ligavam” todos os dias – além de estar escondido, os laboratórios que fabricavam as metanfetaminas foram destruídos pelos Aliados.

GENERATION CHEF — Karen Stabiner

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US$ 62 (IMPR. E E-BOOK)
O boom mundial de gastronomia dos últimos anos transformou chefs em celebridades (até mesmo os que não aparecem em programas de TV). E motivou muitos aspirantes a aprender a profissão, montar o próprio restaurante e, quem sabe, receber estrelinhas do Michelin e ficar rico. Obviamente, isso não acontece bem assim na vida real. Mas ainda faltava um relato preciso e extenso sobre a experiência de um chef sem seu primeiro restaurante. A autora acompanhou o cotidiano de Jonah Miller em seu restaurante Huertas, especializado em tapas espanholas, no boêmio bairro do East Village, em Nova York. O talento gastronômico dele se choca com a inexperiência como empreendedor e os problemas surgem. Karen também entrevista outros chefs – velhos e jovens – para montar um panorama de como o mundo gastronômico mudou nas últimas décadas.

ANGELS WITH DIRTY FACES — Jonathan Wilson

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US$ 17,99 (IMPR.), US$ 10,65 (E-BOOK)
Até quem é adepto daquela teoria do Galvão Bueno (“Ganhar da Argentina é mais gostoso”) poderá gostar dessa história do futebol argentino escrita pelo inglês Wilson – que já havia publicado um ótimo livro sobre a evolução das táticas, Inverting the Pyramid. O autor sempre relaciona as circunstâncias políticas e econômicas do país ao que acontecia com seus clubes. E não se esquece de comentar as rivalidades com uruguaios e brasileiros. Ao mesmo tempo que elogia o estilo argentino em seus momentos de futebol-arte, Wilson demonstra como a Argentina se derrotou sozinha por causa da própria soberba e do destempero em várias ocasiões. E explica como o antifutebol e a catimba triunfaram por lá em certa época. Os personagens principais são nossos velhos conhecidos: Boca Juniors, River Plate, Di Stéfano, Kempes, Menotti, Bilardo, Maradona, Bielsa, Tévez, Messi…

Original ou tradução?

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A previsão de lançamento da autobiografia do roqueiro Bruce Springsteen no Brasil era para 2017. Mas a repercussão que a edição americana teve levou a editora LeYa a antecipar para novembro a chegada da versão brasileira às lojas. Para quem prefere ler em português, é boa notícia. Para quem é fluente na leitura em inglês e também se vira no “dialeto do rock”, recomenda-se o original. Porque o cantor se revela um ótimo contador de histórias (até infância e adolescência – fases que muitos leitores pulam em biografias – ficaram interessantes no livro). E, às vezes, ele se permite “recriar” sons em onomatopeias de gelar o coração de um tradutor. Mas que fazem sentido no inglês rock’n’roll de Bruce.

BORN TO RUN
Bruce Springsteen
US$ 32,50 (IMPR. E E-BOOK)

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