Carnaval e Lança Perfume - Coisas que o tempo levou, por Luciano Hortencio

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Memória

por Luciano Hortencio

Nem sou tão velho assim, porém sou do tempo em que o "Lança Perfume" era usado livremente durante os três dias de carnaval.

Lá em casa todos tinham direito a um tubo e a gente chamava de cloretil. A brincadeira era chiringar uns nos outros ou mesmo jogá-lo em jatos ao chão e o outro riscar um fósforo...

São essas as lembranças que guardo, uma vez que ainda não tinha idade suficiente para ir a bailes carnavalescos.

Um fato ficou marcado na minha memória: Minha irmã mais velha, Danielle Hortêncio, era muito danada, voluntariosa e destemida. Fomos assistir ao Carnaval de Rua que se realizava à rua Senador Pompeu e cada um carregava seu frasco de lança perfume.

No ruge ruge de gente não notamos nada de anormal, porém Danielle saiu do nosso grupo familiar em desabalada carreira e não entendemos o que se passara.

Ao voltar, esbaforida e vitoriosa, nos contou que um galalau bem maior do que ela lhe furtara o lança perfume e correu. Sem pensar e nem pestanejar, minha irmã meteu o pé na carreira, alcançou o molecão desonesto e não trouxe somente o seu vidro, porém dois frascos de lança perfume que estavam nas mãos do rapazola, para compensar o esforço e o vexame da carreira.

Saudades dos velhos carnavais!

COISAS QUE O TEMPO LEVOU!

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