Poderio gráfico dos novos MacBooks Pro é quantificado; será que veremos a Apple fabricando suas próprias placas gráficas?

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Números da nova série Radeon Pro 400, da AMD

Uma coisa não mudou com a introdução dos novos MacBooks Pro: enquanto os modelos de 13 polegadas continuam apenas com a opção de gráficos integrados da plataforma Intel Iris, os de 15 polegadas1 oferecem placas de vídeos dedicadas para uma performance gráfica mais competente.

Nesta nova geração, as placas oferecidas são da nova série 400 da linha AMD Radeon Pro — e a empresa publicou na semana passada um post no seu site oficial detalhando alguns números e oferecendo uma análise detalhada sobre o que podemos esperar em termos de desempenho gráfico nos novos MBPs maiores.

Um dos detalhes fornecidos pela empresa envolvem a espessura das novas placas, que são, segundo os próprios, “os processadores gráficos mais finos” existentes — graças a um processo de afinamento dos wafers de silício, agora chegando a 380 mícrons (0,38mm). Com isso, é possível incorporar as placas ao corpo ultra-esbelto do novo MBP sem problemas.

Em relação aos números de processamento, as três placas — 450, 455 e 460, dependendo do modelo de MBP — não fazem feio, com a mais potente delas apresentando uma performance máxima de 1,85 teraflops e todas as três segurando uma taxa de transferência de 80GB/s.

A imagem abaixo classifica melhor os principais números dos três modelos:

Números da nova série Radeon Pro 400, da AMD

Números da nova série Radeon Pro 400, da AMD

Falando em termos reais, as três placas são belas companhias para profissionais criativos que engajarão seus MBPs em tarefas envolvendo edições de imagem e vídeo, mixagem de som, ilustração e produção de arquivos CAD e outros — e certamente não farão feio em relação a estas atividades.

Em relação a jogos, entretanto, a coisa já fica mais polêmica: as duas primeiras placas (450 e 455), com 2GB de memória, terão dificuldades em processar jogatinas a qualquer coisa igual ou superior a Full HD 1080p com uma taxa de quadros razoável — afinal, lembrem-se, são placas de vídeo discretas em dispositivos que não são dedicados a esse propósito; a Apple sempre prefere baixo consumo de energia a performance máxima.

Se você, ainda assim, estiver querendo comprar o novo MBP com a intenção de jogar Mafia III com as configurações máximas e um framerate aceitável, apenas a mais poderosa das três placas, a 460, pode ser teoricamente capaz de fazê-lo com alguma competência. O problema é que ela só está disponível em configurações personalizadas do laptop e… bem, vai custar uma nota — como o próprio computador em si, não é mesmo?

De qualquer forma, é bom esperar que estas belas máquinas comecem a aparecer na sociedade para que analisemos os primeiros benchmarks das suas performances gráficas — desta forma, poderemos ter uma ideia melhor das suas aspirações e qualidades.

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Ainda no mesmo assunto, a Apple deixou bem claro na página oficial dos novos MacBooks Pro uma informação crucial para quem gosta de conectar seus portáteis em monitores externos — e, ao mesmo tempo, provou que a nova máquina de 15 polegadas é uma verdadeira besta de processamento neste sentido.

Monitor LG UltraFine 5K

O MBP de 15″ pode ser conectado a até quatro monitores 4K externos ou dois monitores 5K, como aqueles gloriosos da LG apresentados na keynote de quinta-feira que simbolizaram de vez a morte do Cinema Display. Importante notar que todas essas conexões serão feitas com resolução máxima e a 60Hz, ou seja, nada da transmissão cortada e irregular dos MacBooks (não Pro, no caso).

Enquanto isso, a versão de 13 polegadas, apesar de não chegar ao olimpo dos múltiplos monitores como seu irmão maior, também definitivamente não faz feio: ele suporta dois monitores 4K simultaneamente ou um monitor 5K. Todas estas conexões, é claro, são feitas pelas novas portas Thunderbolt 3 que estão causando uma polêmica e tanto no mundo da informática.

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Ainda no campo do processamento gráfico, porém mudando para dispositivos ainda menores e mais finos: aparentemente, a Apple passou a projetar os seus próprios chips gráficos para iPhones em algum ponto do passado — e ninguém percebeu.

A10 Fusion

Quem afirma é David Kanter, da RealWorldTech. Segundo ele, basta dar uma olhada nas diferenças entre os manuais de arquitetura da API2 gráfica Metal, da Apple, e dos chips de processamento gráfico da Imagination Technologies — a empresa cuja tecnologia foi licenciada pela Apple no início da produção dos seus próprios chips (iniciando com o A4).

Aparentemente, já a partir do chip A8 presente no iPhone 6, a Apple passou a projetar suas próprias soluções em termos de chip gráfico, com novas e mais poderosas iterações presentes nos seus sucessores, o A9 e o A10 Fusion. As vantagens para tal mudança são claras: economia de custos, maior controle sobre o design e operação dos componentes dentro dos seus aparelhos, e integração ainda melhor entre hardware e software.

Resta saber agora quando — ou se — a mesma mudança ocorrerá algum dia também dentro dos seus computadores. Alguém consegue imaginar um MacBook rodando um chip “A15” com processamento gráfico da própria Maçã? Eu consigo. </div></div><div class=ver Mac Magazine

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